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Opções News - Newsletter da UNAT-Brasil - Fevereiro
 

XIII Fórum Brasileiro de Análise Transacional:
Um Convite à Conexão Humana no Século 21

O mundo contemporâneo nos impõe um ritmo frenético. Entre algoritmos, pressões por superprodutividade e a onipresença da tecnologia, as necessidades essenciais do ser humano muitas vezes acabam sufocadas pelo desejo de realização imediata. É neste cenário desafiador que a UNAT-Brasil convida toda a comunidade para o XIII Fórum Brasileiro de Análise Transacional, que ocorrerá entre os dias 27 e 29 de agosto de 2026, na acolhedora Unipaz, em Brasília.


O Tema: Necessidades Humanas no Século 21

Com o tema "Análise Transacional e as necessidades do ser humano no Século 21", o evento busca promover um espaço dialógico e colaborativo. O objetivo é aprofundar o entendimento sobre como as experiências que estruturam nosso quadro de referência podem ser atualizadas frente aos novos desafios: mudanças climáticas, polarização social, envelhecimento populacional e o impacto da tecnologia na saúde mental.

A  Análise Transacional, com sua base humanista e foco na autonomia, oferece as ferramentas ideais para navegar este tempo. Discutiremos como as fomes de estímulo, reconhecimento e estrutura, além das necessidades relacionais de segurança e aceitação se manifestam em uma era de gratificação imediata.


Equipe organizadora:

Coordenação: Ana Paula Saad

Vice Coordenação: Ede Lanir Ferreira

Comissão Financeira: Joelma Tannus

Comissão Logística: Elys Tevania Alves de Souza Carvalho

Comissão Científica: Carolina Schmitz da Silva, Mary Luce Mariano de Souza Melazzo e Tânia Elizabeth Caetano Alves

Comissão Comunicação e Divulgação: Maria Imaculada Gonçalves de Almeida e Tatiane Medeiros Cunha

Comissão Administrativa: Kenia Ferreira Silva

Representantes da Diretoria: Jorge Close, Maria Adriana Montheiro Atienza e Tânia Elizabeth Caetano Alves


Programação e Inscrições:

Estamos concluindo a programação, em breve divulgaremos a lista de palestrantes.

O Fórum contará com até três salas simultâneas dedicadas a trocas de experiências e construção coletiva de conhecimento. É uma oportunidade única para profissionais e estudantes expandirem sua prática e visão ética.

As inscrições já estão abertas com valores progressivos e um excelente desconto para estudantes e grupos de 5 pessoas ou mais:

*Alunos de graduação possuem 20% de desconto e recebem, como bônus, um minicurso de 7 horas no dia da abertura (27/08).


Logística e Acolhimento:

Para garantir o conforto dos participantes, a organização identificou opções de hospedagem com fácil acesso à Unipaz, como o Vida Plaza Hotel e o Quality Hotel & Suites Brasília, além das acomodações da própria Unipaz.

Os deslocamentos foram planejados para ocorrer em horários de contrafluxo, garantindo maior fluidez no trajeto.


Este Fórum não é apenas um evento acadêmico; é um chamado para atuarmos como "pontes entre a angústia e a compreensão". Esperamos por você em Brasília para juntos, fortalecermos nossa consciência coletiva e nossa capacidade de promover mudanças significativas na vida das pessoas.


inscrições e mais informações ACESSE: portal.unat.org.br/xiii-forum

ATENÇÃO ASSOCIADOS - ASSEMBLEIA GERAL ON-LINE AGENDADA

Assembleia agendada para manhã de 26 de setembro de 2026.

Horário: das 8h (1ª chamada) às 10h30.
Temas:
prestação de contas da atual gestão da Diretoria e posse oficial da nova Diretoria.

 

A REBAT – Revista Brasileira de Análise Transacional – convida Analistas Transacionais interessados em contribuir com a produção científica da área a submeterem seus artigos para a edição de 2026, em consonância com os parâmetros da UNAT-Brasil.

Essa é uma oportunidade valiosa para manter a Análise Transacional viva, atualizada e em constante diálogo com a prática profissional e a pesquisa científica. Ao compartilharmos saberes e experiências, fortalecemos nossa rede de conhecimento e estimulamos o crescimento coletivo.

Envie seu artigo científico até 10/julho/26 para editorial@unat.org.br

Acesse aqui as diretrizes para a submissão de artigos:

portal.unat.org.br/revista-brasileira-de-analise-transacional/editorial

 
 

O processo de escrever um artigo científico

O processo de escrever um artigo científico foi, para mim, muito mais do que cumprir uma etapa acadêmica ou produzir conhecimento validado. Foi um exercício profundo de consciência, escuta e responsabilidade intelectual. Pesquisar, organizar referências, sustentar conceitos e transformar vivências em linguagem científica exigiu um deslocamento interno importante: sair do lugar da opinião para ocupar o lugar da autoria. A pesquisa organizou não apenas o texto, mas o pensamento e, em muitos momentos, a própria identidade.

Ao longo desse percurso, percebi que escrever é, antes de tudo, um processo de depuração. Cada conceito estudado, cada autor revisitado e cada recorte metodológico escolhido me convidaram a revisar pressupostos, integrar razão e experiência e sustentar minhas ideias com clareza e ética. A pesquisa me ensinou a desacelerar, a aprofundar e a respeitar o tempo do pensamento, algo cada vez mais raro em contextos profissionais orientados apenas por performance e entrega imediata.

O maior ganho, no entanto, foi simbólico: escrever me colocou diante da minha própria voz. Não uma voz impulsiva, mas uma voz estruturada, capaz de gerar sentido prático para organizações, lideranças e pessoas em processo de desenvolvimento. Ao transformar experiência em conhecimento, compreendi que a escrita científica não engessa, e sim, organiza, fortalece e legitima.

Acredito que esse caminho pode contribuir profundamente com quem lê. Escrever é uma ferramenta poderosa de autonomia intelectual, de ampliação de repertório e de posicionamento no mundo. Não é um privilégio de poucos, nem um dom inato. É um processo que se aprende, se constrói e se refina. Quando alguém se permite escrever, passa a pensar melhor, decidir melhor e se responsabilizar mais pelas ideias que sustenta.

Meu convite é simples e estratégico: escreva. Não apenas para publicar, mas para compreender. Não apenas para ensinar, mas para integrar. A escrita é um espaço de encontro entre rigor e humanidade e, quando bem conduzida, transforma não só o leitor, mas, principalmente, quem ousa começar.

Karina Kapazi Siqueira

Advogada formada Bacharel em Direito pela Universidade Positivo, com pós-graduação em Liderança e Gestão Estratégica de Pessoas (FIA) e em Governança Corporativa e Gestão Estratégica (UniCesumar).

É especialista em Comportamento Humano, com foco em Análise Transacional (em formação – AT202).

Atua como Diretora de Pessoas, Jurídico e ESG da Kapazi Indústria, empresa familiar do ramo de capachos e tapetes, fundada em 1978 e atualmente em processo de sucessão para a segunda geração.

Feliz dia das Mulheres?

Ana Laura Rodovalho - Comissão da Diretoria de Comunicação

É com um tanto de orgulho e um tanto de pesar que inicio esse texto para comemorar o 8 de março deste ano. Embora o dia seja de comemoração, as notícias são de tristeza, luto e luta.

2025 foi o ano com maior número de casos de violência contra a mulher da última década no Brasil: foram cerca de 1.568 mulheres assassinadas por feminicídio. Isso equivale a mais de 4 mulheres mortas por dia no país — e 2026 inicia com números alarmantes. Se somarmos as tentativas mais os casos consumados, chegamos a quase 7 mil vítimas só em 2025 — isso é de assustar qualquer ser humano que se preze ao respeito à vida.

Estes números podem expor não a violência em si, mas o aumento da classificação correta desses assassinatos, porque, caro leitor, é de se saber que a violência de gênero não é uma coisa nova, não é mesmo?

Embora isso não tenha começado neste século, a lei que reconheceu juridicamente o feminicídio só entrou em vigor em 2015, e o que configura essa atrocidade é a desigualdade de gênero que propaga a ideia de que a mulher — por ser mulher — é então propriedade do homem e/ou de um sistema. E essa ideia de inferioridade não é algo nítido e explícito como aprender 2+2 na escola. Essa construção de autorreferência que nós, mulheres, carregamos começa ainda no berço.

Antes de nascermos, somos encaixadas em expectativas sociais do que podemos, devemos e temos que ser e fazer no mundo. Sabemos quais lugares nos são permitidos e quais são proibidos — então, além dos Preconceitos Parentais que já existem nas relações humanas, ainda carregamos alguns específicos, feitos sob medida no momento em que o ultrassom mostra uma vagina.

Estereótipos travestidos de arquétipos reinam nas palavras de muitos que propagam o machismo: “é papel da mulher...”, “lugar de mulher é...”. Parece bala na boca de muitos que sabem conscientemente o quanto isso os beneficia, e de muitos alienados quase em ecolalia, repetindo e repassando o que é a base do feminicídio.

E se você é um homem lendo esse texto, eu tenho um recado para você: a misoginia afeta os homens também! A ideia de benefício nesse sistema é uma mera ilusão, viver sob o machismo é sempre perder — alguns pouco, alguns a vida.

O que acontece é que os materiais Parentais que contaminam o Estado do Ego Adulto dos meninos são conteúdos bastante comuns: a pressão em cumprir um papel específico de provedor, a exigência de se mostrar no mundo de um jeito mais “másculo” (feito de hostilidade e de poucas habilidades de regulação emocional), a dificuldade em viver a rejeição e a frustração, entre outras coisas — conteúdos esses que são introjetados a partir da necessidade, ainda na infância e depois na vida adulta, de pertencimento, seja ao núcleo familiar, seja à cultura em que se está inserido.

A Criança desse que hoje dispara discursos de ódio às mulheres, velados de “postura masculina”, muitas vezes nem percebe que essa é uma resposta às dores de um menino reprimido em sua autenticidade e, quem sabe até, à amorosidade podada antes mesmo de sair da barriga de sua mamãe.

É triste saber que essa forma de pensar o mundo e as relações é estrutura de várias culturas espalhadas pelo mundo, sendo o Brasil parte dessa estatística. Ela tem suas raízes emaranhadas no capitalismo e seus Jogos de Poder, onde quem detém o poder pode jogar com a vida daqueles subordinados a ele.

O machismo e o capitalismo estão entrelaçados e sustentam duas posições: o opressor e o oprimido (aqui vocês já devem saber quem ocupa qual papel, né?!). De formas sutis e Ulteriores, as iscas são lançadas, as regras do jogo já são definidas antes de qualquer subjetividade individual — é a base do preconceito sendo Ressignificada para manutenção de um status quo que sustenta o lugar dos que podem e dos que não podem.

Mas o que parece difícil de se entender é que todos já perderam, presos em Scripts Perdedores e Não Vencedores, e que, para ser atualizado, é preciso colocar em prática as Qualificações, Redecisões, Permissões e Ações necessárias — e eu arrisco dizer que isso começa de dentro.

O machismo está em todo lugar: nas piadas “inofensivas” com os amigos, nas trocas com colegas de trabalho e superiores, nos textos que replicamos para nossos alunos, nos posts que repostamos no Instagram, nos podcasts de “liberdade de expressão” que ouvimos, nos corredores das escolas, nos atendimentos de orientação parental e na clínica com nossos clientes. A questão é que a Desqualificação em massa da mera existência deste problema não permite a caminhada na Escada da Consideração necessária para que consigamos chegar às mudanças concretas e estruturais em nossa sociedade.

A Passividade que assola a postura da maioria nesses vários contextos tem um preço: a vida de várias mulheres por dia. E não cabe mais recorrer à Grandiosidade da situação com falas desresponsabilizadoras. Não cabe mais Não Fazer Nada. Nós ainda não chegamos lá; esse ainda é um problema, portanto a luta deve continuar.

É papel do analista transacional, independente do gênero, um trabalho que visa também o contexto social em que se está inserido — afinal, a AT nasce de uma psicologia que também é social, não é mesmo? Ignorar o machismo e a misoginia é ser a favor da Não Oqueidade e da propagação de Injunções que continuam a sustentar sofrimento e violência.

Portanto, querido analista transacional que me lê neste momento, eu tenho duas perguntas para você: como está a misoginia dentro do seu Aparato Psíquico? E o que você tem feito para mudar as Mensagens Parentais Preconceituosas de machismo que invadem os espaços que você ocupa?

Se a Análise Transacional nos ensina que o ser humano se constrói nas relações e nos sistemas em que vive, então também nos convoca a assumir responsabilidade sobre eles. O macro que vemos hoje é feito dos micros que o constituem. Se cada um fizer a sua parte — nos atendimentos, nas salas de aula, nas supervisões, nas conversas cotidianas — quem sabe um dia, enfim, poderemos então desejar um Feliz dia das Mulheres com um tanto só de orgulho.

Luta pela Eliminação da Discriminação Racial: Medidas possíveis para atualização do Quadro de Referência

Leilane Nascimento- Comissão da Diretoria de Comunicação

O dia 21 de março foi instituído como Dia Internacional pela luta da discriminação racial pela Lei n° 14.519/23 no Brasil e foi internacionalmente proclamado pela Organizações das Nações Unidas (ONU) em 1966 em referência a Shapeville, em Joanesburgo, na África do Sul, em 1960.

Em mobilização pela Lei do Passe (determinando que negros portassem uma caderneta descrevendo cor, profissão e lugares que poderiam frequentar), mais de 20 mil africanos protestaram pacificamente em Shapeville. A proposta de mobilização da população seria que todos os protestantes fossem presos, já que não apresentariam a caderneta de identificação, gerando problemas para o governo, em virtude do grande número de pessoas para aprisionar. O movimento tomou maiores proporções quando um grupo de policiais assassinou 69 negros e feriu 186 pessoas.

Ao escrever e levantar dados históricos sobre o racismo, me questiono no quanto ainda existe muito a ser feito, mesmo após 66 anos do massacre citado anteriormente. Em conversa com uma amiga negra, ela descreveu algumas diferenças entre educar um filho negro e eu, educando um filho que é branco. Fiquei extremamente triste em saber que quando adolescente, nos anos 2000, ela evitava que seu filho utilizasse boné ou chinelos, já que infelizmente o maior número da população de menores infratores no Estado do Rio de Janeiro era e ainda é contabilizada por negros, esse tipo de vestimenta poderia desproteger o seu filho, podendo ser confundido entre infratores. No meu trabalho de acompanhamento, psicoterapia com crianças e adolescentes na Zona Sul do Rio, ouvi de uma mãe, uma das orientações dadas ao seu filho negro: “Eu sempre peço que ele ande com identidade e notas fiscais do que compra, para que os policiais não achem que ele é bandido”.

No mês passado, fevereiro de 2026, em rede nacional e internacional, ocorreu mais um episódio de racismo com o jogador de futebol brasileiro, Vinícius Junior. Após a marcação de um gol pelo time do Real Madri, Vinícius denunciou um ato racista, realizado pelo jogador do time adversário. O arbitro do jogo ativou o Protocolo Antirracismo: essa norma, estabelecida pela FIFA (Federação Internacional de Futebol), determina que o jogo deve ser interrompido e mensagens “educativas” contra o racismo são transmitidas nos telões do estádio de futebol. Felizmente, o ato racista não perdurou e o jogo teve continuidade, mas pelo protocolo, na presença de comportamentos racistas persistentes de jogadores ou torcedores, os jogos podem ser finalizados.

Acredito que o Protocolo Antirracismo é uma das medidas possíveis para atualizar o Quadro de Referência da população mundial. Além de falar e relembrar a história, para não repetir, convido que possamos ouvir com respeito e amorosidade, compartilhar nas nossas mídias sociais e repudiar os comportamentos racistas. Precisamos Qualificar o quanto a população negra ainda luta pelos seus direitos, mesmo que de forma “velada”.

Para reflexão, precisamos considerar que nosso trabalho, enquanto Analistas Transacionais, seja na clínica, hospitais, escolas e empresas, não pode se desviar e desconsiderar o contexto social de cada pessoa. Nosso criador, Eric Berne, descreveu inúmeras vezes sobre como o Script social influencia no Script individual.

Espero que enquanto mulher, psicóloga clínica e mãe, possamos nos mobilizar, educar e compreender, através do Estado do Ego Adulto. E em contato e convite com minha Criança Livre, possamos realmente considerar, além de apenas imaginar um mundo, conforme descrito por John Lennon: “Imagine todas as pessoas, vivendo em paz”.

Um abraço demorado em cada Analista Transacional do Brasil, seguido do meu convite de reflexão e atuação mais empático e potente com os nossos.


por Aymée Fávaro

Você já percebeu como, em certos momentos, reagimos ao mundo de forma muito parecida com quando éramos pequenos?  

Às vezes com entusiasmo, curiosidade e espontaneidade. Já outras vezes... Com medo, insegurança ou necessidade de aprovação. Na Análise Transacional, esse conjunto de sentimentos e formas de reagir é chamado de Criança Interna, conceito que faz parte dos conhecidos Estados do Ego, que representam a estrutura da nossa personalidade com diferentes maneiras de pensar, sentir e agir que carregamos ao longo da vida. 

A Criança Interna (ou Estado do Ego Criança) é a parte de nós que guarda nossas experiências da infância - nossas emoções, necessidades e também as marcas das situações difíceis que vivemos. E claro que essas experiências iniciais também influenciam a forma como nos relacionamos com o mundo, como nos vinculamos às outras pessoas: muitos dos nossos modos de buscar proximidade, proteção ou reconhecimento nos relacionamentos podem estar ligados a padrões emocionais que começaram a se formar lááá atrás, nas primeiras temporadas de nossas vidas.

Além disso, desde crianças desenvolvemos formas próprias de interpretar o mundo. E claro que temos um nome para isso na AT também! 

Essa capacidade intuitiva é chamada de Pequeno Professor, uma parte do Estado do Ego Criança que busca compreender o que acontece ao seu redor e encontrar maneiras de se adaptar e se proteger. Essas interpretações podem ser muito úteis naquele momento da vida, mas algumas delas continuam atuando automaticamente na vida adulta.

Por isso, olhar para a Criança Interna é uma parte fundamental do processo de autoconhecimento. Muitas das nossas reações emocionais atuais estão conectadas a aprendizados e experiências muito antigas e quando conseguimos reconhecer essas origens, abrimos espaço para compreender melhor nossos sentimentos e responder às situações de maneira mais consciente e mais presente no aqui e agora.

Mais do que "vivências infantis”, a Criança Interna é uma fonte valiosa de vitalidade, sensibilidade e autenticidade. Cuidar dela significa também cuidar de nós mesmos, acolhendo nossas emoções, respeitando e atendendo nossas necessidades e permitindo que a espontaneidade tenha espaço em nossa vida adulta. E aí, como anda a sua Criança Interna ultimamente?

Para ampliar essa reflexão, compartilhamos aqui a sugestão de leitura de dois artigos bem interessantes de nossas Analistas Transacionais: 

• Um diálogo entre os Estados do Ego Criança e Padrões de Apego, na construção de novos caminhos à prática clínica em Psicologia, por Danielle Cristina Carneiro 

Neste artigo, a autora propõe a dialogar acerca de possíveis semelhanças e diferenças entre duas posições conceituais: de um lado, os Estados do Ego Criança em Eric Berne; do outro, os Padrões de Apego em Mary Ainsworth. Deste diálogo, foi vislumbrada a possibilidade de utilização da descrição dos aspectos comportamentais dos Padrões de Apego, após o diagnóstico dos Estados do Ego, o que permitiria uma melhor visualização e compreensão do modo como nos comportamos em nossos relacionamentos.

• O Pequeno Professor: uma reflexão sobre a estrutura, o desenvolvimento e a evolução do Adulto na Criança, por Tânia Elizabeth Caetano Alves

A autora tem como propósito neste artigo qualificar e reconhecer, através do estudo do cenário anatômico, fisiológico e emocional no qual o Adulto na Criança se desenvolve e seu relevante significado na formação da personalidade. Através de uma revisão bibliográfica e exemplos da sua prática, a autora sugere que tanto a energia como a sabedoria peculiar contidas no Adulto na Criança podem estar presentes na vida adulta de forma positiva, mesmo que os eventos que formaram esta estrutura tenham sido dramáticos. 

Boa leitura!

 

Reflexões Transacionais é uma editoria não só para dar espaço aos trabalhos realizados pela nossa comunidade de Analistas Transacionais que, diga-se de passagem, está recheada de conteúdos bacanas e riquíssimos, mas também para convidar cada um de nós a refletir, a pensar em Análise Transacional.

Você tem gostado dos trabalhos apresentados nessa seção e ficou com gostinho de “quero mais”? Você pode encontrar cada um deles completos na aba Publicações em nosso site oficial!

Agora, se você ficou com vontade de compartilhar conosco as suas Reflexões Transacionais, vamos adorar saber!

Nos envie seu feedback através do e-mail comunicacao@unat.org.br.
Até a próxima!

 

DIRETORIA DE DOCÊNCIA E CERTIFICAÇÃO AVISA:

Pós-Graduação em Análise Transacional

A UNAT-Brasil comunica com entusiasmo a abertura das inscrições para o Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Análise Transacional no Rio de Janeiro. Esta formação de alto nível foi estruturada para oferecer uma imersão profunda nos conceitos berneanos, integrando as mais recentes contribuições da neurociência contemporânea, visando o desenvolvimento de competências técnicas e relacionais de excelência.

O curso será realizado em formato híbrido, proporcionando a flexibilidade do ensino remoto sem abrir mão da essencial troca interpessoal. Conforme o projeto pedagógico, 10% da carga horária total será obrigatoriamente presencial, garantindo momentos fundamentais de relacionamento e integração, vivências em grupo e fortalecimento da comunidade de analistas transacionais.


Informações Importantes:

  • Início das aulas: 28 e 29 de março de 2026.
  • Local: Rio de Janeiro (em dois encontros presenciais).
  • Metodologia: Híbrida (aulas síncronas e 10% de carga horária presencial obrigatória).
  • Público-alvo: Profissionais que buscam especialização sólida nas áreas clínica, organizacional ou educacional.
  • Coordenação: José Silveira Passos-MD e Claudio José dos Reis-MDF

Não perca a oportunidade de fazer parte desta nova turma e elevar sua prática profissional com o selo de qualidade da UNAT-Brasil. Obtenha mais informações e/ou manifeste o seu interesse entrando no link do WhatsApp: tinyurl.com/4avsdw93

“A leitura do Mini-Script desloca o olhar da origem do Script para seu funcionamento no presente, tornando-o observável e favorecendo intervenções clínicas mais objetivas.”


No dia 14/04, Jorge Close realizou um Workshop de Atualização sobre o tema e distribuiu um texto que replicamos sua versão light aqui, para os que não puderam participar:

O MINISCRIPT NA ANÁLISE TRANSACIONAL:

FUNCIONAMENTO, COMPULSORES, PERMISSÕES E O PAPEL DO PROTETOR NA NEUTRALIZAÇÃO DOS EFEITOS DESQUALIFICATIVOS DO SCRIPT

Alberto Jorge Close
Analista Transacional – TSTA (ITAA)
Didata Especial – UNAT-Brasil / ALAT

Resumo

O conceito de Miniscript, desenvolvido por Taibi Kahler, descreve sequências breves e repetitivas de funcionamento por meio das quais o Script de Vida se atualiza no aqui-e-agora. Este artigo analisa o Miniscript como um ciclo ativado por desqualificações iniciais e sustentado por Compulsores Contra Scriptuais. Defende-se que permissões, quando oferecidas de forma isolada, não produzem mudança estrutural se não forem acompanhadas pela presença de um Protetor capaz de neutralizar o medo associado à injunção original. Argumenta-se que a neutralização dos Compulsores constitui estratégia central para reduzir os efeitos desqualificativos do Script, favorecer a integração das permissões e sustentar um funcionamento OK-OK.

Palavras-chave: Análise Transacional. Miniscript. Script de Vida. Compulsores. Permissões. Protetor.

1 Introdução

A Análise Transacional compreende o comportamento humano como organizado por decisões precoces estruturadas no Script de Vida, conceito formulado por Eric Berne para descrever padrões de significado, relação e destino construídos na infância. Embora o script tenha origem em experiências precoces, sua manifestação não se limita a grandes eventos biográficos, pois se atualiza de forma contínua nas interações do cotidiano.

Taibi Kahler contribuiu para esse campo ao introduzir o conceito de Miniscript, um modelo que permite observar como decisões arcaicas se reativam em sequências curtas de funcionamento. O Miniscript desloca o foco do passado remoto para o presente funcional, tornando o script observável no aqui-e-agora e acessível à intervenção clínica, educativa e organizacional.

2 Contrasscript, Compulsores e desqualificação inicial

Claude Steiner descreveu o contra-script como o conjunto de mensagens parentais que orientam a adaptação social da criança, transmitidas a partir do Estado do Ego Pai. Kahler aprofundou esse conceito ao identificar os Compulsores como slogans Contra Scriptuais que buscam compensar injunções profundas.

Os cinco Compulsores descritos por Kahler — Seja Perfeito, Agrade, Seja Forte, Se Esforce e Aja Rápido — operam como ordens condicionais implícitas. Seu funcionamento se inicia a partir de uma desqualificação inicial, que pode ocorrer por ausência de reconhecimento, ruptura de contato, crítica implícita ou falha de acolhimento relacional.

Essa desqualificação ativa um medo primário associado à ameaça de perda de vínculo, de valor ou de pertencimento. O Compulsor surge como tentativa de restaurar segurança por meio da adaptação.

3 O Miniscript como ciclo funcional

O Miniscript pode ser compreendido como um ciclo funcional composto por etapas sucessivas:

1. Ocorrência de desqualificação inicial

2. Ativação do medo primário

3. Acionamento de um Impulsor

4. Esforço adaptativo intensificado

5. Perda de contato com necessidades reais

6. Ativação da injunção associada

7. Confirmação da posição existencial Não-OK

Esse ciclo ocorre em curto espaço de tempo e se repete com frequência, mantendo o Script de Vida ativo no presente.

4 Permissões e seus limites

Na Análise Transacional, permissões são compreendidas como mensagens corretivas provenientes do Pai Nutritivo saudável, capazes de enfraquecer injunções e ampliar o campo de escolhas. A prática clínica e educacional mostra que permissões oferecidas de forma isolada tendem a apresentar alcance limitado.

Embora o sujeito compreenda a permissão no plano cognitivo, o medo ativado pela desqualificação inicial permanece operante. Nessas condições, a permissão entra em conflito com o sistema defensivo e não se traduz em mudança funcional.

5 O papel do Protetor na neutralização do medo

Para que a permissão produza efeito real, torna-se necessária a presença de um Protetor. O Protetor constitui função interna ou relacional que oferece segurança frente à ativação do medo e interrompe a ameaça implícita da injunção.

O Protetor sustenta o contato sem exigência de desempenho, reduz a leitura de perigo associada à desqualificação e cria condições para que o Estado do Ego Adulto reassuma a condução do funcionamento.

5.1 Vantagens da neutralização dos Compulsores frente aos efeitos desqualificativos do Script

A neutralização dos Compulsores constitui ponto estratégico de intervenção no Miniscript. Diferente da modificação direta do Script de Vida, os Compulsores se manifestam de forma observável e repetitiva, o que favorece intervenções precisas.

A neutralização retira do Compulsor sua função defensiva automática e devolve ao Adulto a possibilidade de escolha.

6 Implicações clínicas, educacionais e organizacionais

No contexto clínico, a neutralização dos Compulsores associada à função protetiva reduz recaídas e favorece mudanças estruturais. No campo educacional, sustenta práticas baseadas em segurança relacional. Em organizações, contribui para ambientes nos quais segurança precede exigência de resultados.

7 Considerações finais

O Miniscript evidencia que o Script de Vida se mantém ativo por meio de ciclos presentes alimentados pelo medo. Permissões são necessárias, mas não suficientes. A neutralização dos Compulsores, sustentada pela presença de um Protetor, reduz os efeitos desqualificativos do Script e cria condições para escolhas mais livres.

A transformação do Script decorre da restauração da segurança interna que sustenta um funcionamento OK-OK.


Referências

BERNE, Eric. What do you say after you say hello? New York: Grove Press, 1972.

KAHLER, Taibi. The Miniscript. Little Rock: Taibi Kahler Associates, 1974.

STEINER, Claude. Scripts people live. New York: Grove Press, 1974.

 
 

Aniversariantes
do Mês!

01 MARÇO
Maria Odalia Gomes Monteiro

02 MARÇO
Ana Paula Custódio Parreira

03 MARÇO
Érica Jesus de Carvalho
Rogério dos Santos

06 MARÇO
Jussára Furtado
Aianny Fabiele Silva Freitas

07 MARÇO
Roberta Buiatti Rodrigues Cunha
Aracelli Bianchin
Mayara Simões Viana
Isabella Pontes Balestiero

08 MARÇO
Juliana Gonçalves de Souza

10 MARÇO
Viviane Queiroz
Marcelo Sevidani
Elizabeth Carmem Moraes Soares

11 MARÇO
Angelica Maria Ruiz Mello

14 MARÇO
Maria Fernanda Loureiro Curras
Sandra Regina Sterman

15 MARÇO
Maria Clara Oliveira Alves
Eline Heringer Werner Bertolossi

17 MARÇO
Leila Denise Stein

18 MARÇO
Jose Silveira Passos
Vanessa Souza Santana
Jose Carlos Martins da Silva

22 MARÇO
Vinícius Montovani de Camargo Sgarbe

23 MARÇO
Odilom Cardoso da Silva Junior
Ana Rosa Pinto Carpi

24 MARÇO
Maria Cristina Farabolini d'Ippolito

25 MARÇO
Fabiana Pires
Leilane de Fátima Silva do Nascimento

26 MARÇO
Lalesca Natiele Ribeiro Gonçalves
Joana Hennemann

27 MARÇO
Paula Faggion Basso
Maria Helena Roxo Gibran
Celso Eduardo Lago Costa

29 MARÇO
Carmem Maria Santanna
Luciana Mello Ribeiro

30 MARÇO
Andre Leite da Silva

 
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