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Opções News - Newsletter da UNAT-Brasil - Fevereiro
 

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Grata a cada diretoria que contribuiu para esta realização.

Diretora Científica, Daniela Carvalho

 
 

Janeiro Branco e Análise Transacional: quando o calendário vira convite à consciência.

Janeiro foi escolhido não por acaso.

É o mês dos recomeços simbólicos, das páginas ainda sem marcas, do tempo que respira antes de acelerar.

O branco representa exatamente isso: não o vazio, mas o campo aberto de possibilidades, onde nada precisa ser repetido por inércia.

A campanha Janeiro Branco nasceu no Brasil, em 2014, idealizada pelo psicólogo Leonardo Abrahão, com um propósito claro e corajoso: colocar a saúde mental no centro das conversas, romper silêncios, diminuir estigmas e lembrar que cuidar da mente é tão essencial quanto cuidar do corpo.

Sob a lente da Análise Transacional, esse branco ganha ainda mais profundidade. Ele se parece muito com o espaço interno onde o Adulto Descontaminado pode finalmente operar — observando o Script, sem se submeter a ele.

É o lugar onde o Script pode ser observado, mas não obedecido. Onde a pergunta não é “o que fizeram comigo?”, mas “o que eu decido fazer com isso agora?”.

Eric Berne nos ensinou que a saúde psíquica floresce quando o Adulto não está contaminado, quando ele consegue ver, nomear, discriminar realidade de introjetos. Janeiro Branco é a temporada perfeita para esse processo: uma descontaminação gentil, quase como abrir janelas depois da chuva — entra luz, sai abafamento.

A campanha mental do mês poderia ser assim:

  • Da Criança para o Adulto: “Eu sinto, mas não preciso me confundir.”
  • Do Pai Nutritivo para o Adulto: “Eu cuido, sem sufocar.”
  • Do Adulto para todos: “Eu escolho, sem culpar, sem me perder, sem desistir de mim.”

Se o ano começa em folhas brancas, que elas não sejam escritas pela pressa ou com desmazelo da Criança Adaptada, nem pelos ecos rígidos do Pai Crítico.

Antes de buscarmos aplauso, reconhecimento, produtividade, metas, likes e promessas grandiosas, é tempo de perguntar:

“O que é realidade aqui e agora?”

“O que ainda me serve?”

“O que eu escolho diferente?”

Na Análise Transacional, saúde mental tem nome especial: Autonomia. Ela floresce quando nos libertamos das Simbioses que confundem, quando somamos Carícias Condicionais Incondicionais às Carícias Condicionais, quando encerramos os Jogos Psicológicos que drenam energia vital, e quando devolvemos ao Adulto Integrante o leme da própria história.

Janeiro Branco é um convite coletivo a uma Redecisão silenciosa e potente:
“Eu saio do Jogo. Eu fico na vida real.”

É tempo de fortalecer o Pai Interno que nutre, acolher a Criança que sente e cria, e honrar o Adulto que escolhe com presença considerando as próprias necessidades, integradas aos valores internos e considerando o ambiente e as pessoas em nosso entorno.

Porque cuidar da saúde mental não é apagar o Script, é olhá-lo com consciência, nomear suas origens, e então escrever novos Contratos — mais honestos, mais vivos, mais nossos.

Este mês, comece por dentro:
Que histórias você tem repetido sem perceber?
Que carícias você tem buscado fora, quando poderia começar por si?
Que decisão adulta pede passagem agora?

O branco não é ausência.

É pausa fértil.

É espaço de escuta.

É reorganização interna.

Janeiro Branco nos lembra: saúde mental é escolha cotidiana, não promessa de ano novo. É consciência em movimento. É Autonomia em construção.

Que a gente se escreva com gentileza.

Que a gente se escolha com coragem.

Que a gente se dê as carícias que nenhum jogo substitui.

Janeiro Branco é a chance de escrever novos acordos com a própria alma.
Que a gente assine esses contratos com coragem e ternura com a própria vida.

“Hoje eu observo meu Script sem me submeter a ele.
Eu escolho minhas Carícias.
Eu desfaço as Simbioses que não me nutrem.
Eu devolvo o que não é meu.
Eu me integro com meus Estados de Ego e fico no Adulto.
Eu fico na vida.”

 
 

QUEM CUIDA DE QUEM CUIDA?

Você sabe o que é Trauma Vicário? Terapeuta, leia com atenção: Janeiro branco também é um alerta para os “cuidadores”

Um novo ano se inicia com uma campanha cara principalmente para nós: Janeiro Branco, e nos faz um convite coletivo para falarmos sobre saúde mental. Para nós, psicólogos, psicólogas, psicoterapeutas e cuidadores, esse convite ganha uma camada ainda mais delicada: a necessidade de olharmos para quem cuida. Saímos recentemente de um período marcado por festas, encerramentos e, para muitos, algum nível de pausa e descanso. E o mês de janeiro, por sua vez, costuma trazer a sensação de recomeço acelerado, agendas cheias e o desejo de “voltar com tudo”. Talvez o maior desafio seja justamente não voltar no automático, mas retornar com consciência.

Nossa profissão tem como um de seus pilares fundamentais a empatia. A neurociência já nos mostra que os circuitos envolvidos na empatia estão intimamente conectados às áreas cerebrais de autorreferência, isso significa que, ao nos colocarmos repetidamente em contato profundo com a experiência emocional do outro, nosso cérebro pode não fazer uma separação tão nítida entre “o que é meu” e “o que é do cliente”, especialmente quando estamos cansados, sobrecarregados ou com poucos recursos de regulação emocional disponíveis.

É nesse contexto que o trauma vicário se torna um fenômeno relevante e, mais do que isso, comum em nossa prática clínica. O trauma vicário não surge por fragilidade ou falta de preparo, mas como consequência direta do exercício contínuo de escuta empática. Ao ouvir histórias de sofrimento, violência, abandono, perdas e dor psíquica, e ao acompanhar de perto processos profundamente difíceis, nosso próprio sistema nervoso pode começar a responder como se estivesse vivendo aquelas experiências. Aos poucos, sem que percebamos, partes do sofrimento do outro passam a habitar em nós.

A Análise Transacional nos ajuda a compreender mais ainda sobre esse processo a partir do lugar do Salvador. Esse papel, embora adoecido, costuma nascer da empatia profunda, da sensibilidade ao sofrimento e do desejo sincero de cuidar — qualidades que atravessam o fazer clínico e sustentam o importante vínculo terapêutico. Porém, quando o cansaço se acumula e o autocuidado vai ficando em segundo plano, pode acontecer, quase sem que se perceba, um deslocamento: o terapeuta passa a sustentar mais do que é possível, oferecendo com o próprio corpo e com o próprio afeto aquilo que já começa a faltar. E o risco disso? Aos poucos, nesse movimento silencioso, as energias se esgotam, os limites se tornam mais porosos e o risco é reforçar o triângulo dramático, deslizando para o lugar de Vítima — exaustos, ressentidos e emocionalmente drenados sem conseguir cuidar de si mesmos.

O descanso, então, deixa de ser apenas uma pausa física e passa a ser um recurso psíquico essencial. Descansar é criar espaço interno para separar o que é nosso do que pertence ao outro. É permitir que o corpo e o sistema nervoso retornem a um estado de maior segurança e regulação. É também recuperar a capacidade de enxergar a potência do cliente, sua força e sua Autonomia, saindo do lugar de Salvador para que ele possa ocupar o papel de protagonista de sua própria história. Nesse movimento, nós também retomamos o protagonismo da nossa vida e da nossa saúde emocional.

Cuidar de si não nos afasta da clínica — nos aproxima de uma escuta mais ética, compassiva e sustentável. Estratégias de regulação emocional, como o descanso, o lazer, o prazer, o silêncio e a conexão consciente, não diminuem nossa empatia; elas a tornam mais segura. Quando nosso sistema está regulado, conseguimos ouvir com compaixão sem nos fundirmos com a dor do outro, evitando que o trauma vicário se instale de forma silenciosa e cumulativa.

Que o Janeiro Branco possa ser mais do que um lembrete pontual. Que seja um marco de compromisso contínuo com o autocuidado ao longo do ano. Um cuidado que não se limita ao início de 2026, mas que se sustenta mês após mês, para que, ao final do ano, não estejamos novamente falando de exaustão como algo inevitável, mas de presença, vitalidade e escolha consciente.

Como nos lembra Carl Gustav Jung: “Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana.” Talvez esse toque só seja possível quando aprendemos, primeiro, a cuidar da nossa própria alma — com respeito aos limites, às pausas e ao ritmo que a vida e a clínica exigem.

 

Ecos de 2025

GRATIDÃO AOS QUE SE DESPEDEM E PARTICIPARAM ATIVA E PRODUTIVAMENTE ACONSELHANDO À UNAT.
LIDERADOS POR ESTA FORÇA DA NATUREZA, LAUCEMIR SILVEIRA.

Lauce: "Acima estão as fotinhos da despedida e abaixo esta o texto. Conforme está no Estatuto da UNAT, o Conselho Deliberativo faz parte da Direção da UNAT-BRASIL junto com a Diretoria e respectivas Comissões e a Assembleia Geral".

Participei de diversas gestões do Conselho e tem sido prazeroso compor com os demais Conselheiros e deliberar sobre questões relevantes para que a UNAT cumpra seus objetivos e se desenvolva.

Na última gestão, 2022 a 2025, substituí a Presidente Ivana Zanini quando esta assumiu a presidência da UNAT, ficando com a gestão entre junho/2024 a outubro/2025.

Foi um período gratificante em especial por estar com Conselheiros presentes e comprometidos com a Associação.

Findo a gestão com a sensação de missão cumprida, com agradecimentos a todos que fizeram parte dessa jornada, incluindo a Diretoria da UNAT.

Sejam bem vindos os novos Conselheiros gestão 2025-2028!

Laucemir Silveira

 
 

Comemorações de Fim de Ano

IVANA ZANINI

Um Natal vivido em família tem um sabor especial: é feito de risos conhecidos, histórias que se repetem e abraços que acolhem. É o tempo de pausar, agradecer e fortalecer os laços que nos sustentam ao longo do ano. Entre memórias e afetos, o coração se aquece e a esperança se renova.

Já o Ano Novo, celebrado ao lado de uma amiga de uma vida, traz a beleza das escolhas conscientes. É a cumplicidade construída pelo tempo, o silêncio que entende, a conversa que flui. Juntas, brindamos ao que fomos, ao que somos e ao que ainda seremos — com leveza, gratidão e a certeza de que alguns encontros são verdadeiros presentes que atravessam os anos.

LEILANE NASCIMENTO

Meu último dia do ano de 2025 começou com corrida e minha virada foi em uma festa. Juntinho com uma grande amiga e madrinha do meu filho.

ADRIANA MONTHEIRO

FAMÍLIA E OS FOGOS DE COPACABANA NA MINHA VARANDA NO LEME

 
 

Aniversariantes
do Mês!

01 JANEIRO
Lidiane Martins Araujo
Maria Isabella Nunes

04 JANEIRO
Elizandra Thomazoni de Luca

05 JANEIRO
Juliana de Barros Reis

06 JANEIRO
Juliana de Oliveira e Silva
Brenda Jheine de Oliveira

07 JANEIRO
Marilise Cristina de Souza
Deisiane Mota de Oliveira

08 JANEIRO
Danya Carla da Conceiçao Guilherme
Goreti Maestri
Tatiana Araujo Martins Dos Santos

09 JANEIRO
Jhonata Luciano Cabral de Moura
Renata Souza Teixeira

10 JANEIRO
Ivana Ângela Zanini
Maria Cristina Maia Mendes
Rosa Maria Barbosa Preissler
Miriam Silva Cibreiros de Souza
Gabriela Mantovani Ozorio Mota

12 JANEIRO
Leila Dipp

13 JANEIRO
Flávio Sagnori Mota

15 JANEIRO
Queila Barbosa da Silva Valderrama

17 JANEIRO
Ledijane Cristina Sachet Ghisi
Jessica Alves Moura
Milena Ferreira Marinho Farias

18 JANEIRO
Maria das Gracas Bacelar de Araujo

19 JANEIRO
Giovani Dalla Valle

24 JANEIRO
Vera Lucia Ourique

25 JANEIRO
Vanda Elena Prado Silva

26 JANEIRO
Heloisa de Souza Neves Lopes
Rodrigo Amalfi Pereira

27 JANEIRO
Letícia Maria de Oliveira
Priscilla Nery de Farias Alvarenga

28 JANEIRO
Helen Alessandra da Silva Messias
Carolina Pereira Ornelas Brandão
Werner Kessler
Sheron Williams Vieira Souza Reis
Carolina Batista Silva

29 JANEIRO
Marcia Beatriz Bertuol

31 JANEIRO
Patrícia Mendonça Vieira Borges
Ana Cristina Xavier de Almeida

 
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