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Esse ano comemoramos a 30º edição do Congresso Brasileiro de Análise Transacional - um marco em nossa história - e a sua presença é muito importante!
26, 27 e 28 de Setembro NO RIO DE JANEIRO – PRESENCIAL
O CONTATO EM TEMPO DE TELAS
Teremos rodas de diálogos, apresentação de trabalhos científicos, partilha de práticas em AT em todas as nossas áreas de certificação, além de workshops vivenciais e a presença de nosso ilustre convidado internacional, JesúsCuadra! 
Tudo isso na faculdade Mackenzie, na cidade maravilhosa: Rio de Janeiro!
Clica no link e vem fazer parte:
portal.unat.org.br/conbrat2025

Terça-feira, dia 03 de junho, a Diretoria Científica promoveu mais uma edição do Ciência e Prosa com autores. O propósito do encontro foi dialogar sobre as diretrizes da REBAT para publicação de artigos científicos e fortalecer a nossa comunidade de pesquisadores. Não perca o próximo!

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Workshop de Atualização
Teoria e Prática dos Compulsores numa visão de Julie Hay
Das 09:00h às 17:00h
Condução da MDF Ivana Zanini |
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ELEIÇÕES 2025 PARA CARGOS DIRETIVOS DA UNAT-BRASIL
Conforme divulgação da Presidente do Conselho Deliberativo, Laucemir Silveira, estão abertas as inscrições para eleição para os seguintes cargos:
1) Presidente da UNAT-BRASIL para a gestão 2026-2029
2) Membro do Conselho Deliberativo para a gestão 2025-2028
De acordo com o Art. 56º do Estatuto da UNAT-BRASIL, “a eleição dos membros da Diretoria será efetuada por cargos, podendo candidatar-se qualquer membro com direito a ser votado, que atenda aos requisitos previstos pelo cargo e que esteja em dia com suas obrigações financeiras junto a UNAT-BRASIL”.
PARÁGRAFO ÚNICO - Não poderão concorrer membros que tenham sofrido as penalidades referidas nas alíneas “b”, “c” e “d” do Artigo 26 do presente Estatuto, exceto se já cumprida a sanção e transcorridos três anos a contar da data do término do seu cumprimento.
Procedimentos:
Enviar solicitação de inscrição para o e-mail conselho@unat.org.br indicando o cargo para o qual se candidata, com o currículo vitae e fotografia (de preferência tipo meio busto).
Prazo: até 30 de Junho de 2025. |
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Psicoterapia em Análise Transacional – Uma Abordagem Integrada de Petruska Clarkson é uma análise profunda da Análise Transacional como metodologia terapêutica. Clarkson integra habilmente várias teorias psicológicas com a AT, tornando-a acessível tanto para iniciantes, quanto para praticantes experientes.
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Temas Principais
- Conceitos de Análise Transacional: Clarkson aborda conceitos centrais da AT, como Estados do Ego, Transações e Script de Vida. Ela explica como esses elementos podem ser usados para entender e mudar comportamentos em contextos terapêuticos. De quebra, Petruska descreve o conceito de Physis como um princípio fundamental na Análise Transacional, que representa a força vital inerente em todos os seres vivos para crescer, desenvolver-se e realizar seu potencial pleno. Esse conceito, inspirado por Eric Berne, sugere que existe uma tendência natural e positiva em direção ao crescimento e à saúde psicológica. Clarkson destaca a importância de Physis como a base motivadora para a transformação pessoal, sendo um elemento essencial na terapia para promover mudanças positivas e o crescimento interior. A autora enfatiza como os terapeutas podem apoiar e estimular essa força interior nos clientes, ajudando-os a superar bloqueios e a realizar seu potencial máximo.
- Integração de Teorias: O livro se destaca por integrar a AT com outras abordagens psicológicas. Clarkson explora como a AT pode complementar terapias humanistas, psicanalíticas e cognitivo-comportamentais, oferecendo uma visão mais holística do tratamento da saúde mental, passando pela Psicanálise de Freud (1893), pela Comportamental de Pavlov (1902) e desembocando na Humanista/Existencial com Moreno (1900), que ocasionalmente incluía a transpessoal.
- Estudos de Caso: Através de estudos de caso detalhados, Clarkson ilustra a aplicação prática da AT na terapia. Esses exemplos ajudam a contextualizar as ideias teóricas, facilitando a compreensão.
- Relação Terapêutica: A obra enfatiza a aliança terapêutica, destacando sua importância para uma terapia eficaz. Clarkson oferece insights sobre como construir um relacionamento forte entre terapeuta e cliente sob a perspectiva da AT.
Pontos Fortes
- Cobertura Abrangente: A integração de teoria e prática oferece uma compreensão completa da AT e suas aplicações. Leva o leitor a um passeio pela trajetória de um analista transacional desde o AT-101, AT-202, SED, AT-303, processo de supervisão, ética da ITAA, etc.
- Escrita Acessível: O estilo claro e envolvente de Clarkson torna conceitos complexos mais compreensíveis.
- Aplicações Práticas: Oferece insights práticospara terapeutas que desejam aprimorar suas habilidades.
- Material Denso: Leitores novos na Psicologia podem encontrar algumas seções desafiadoras devido à profundidade da integração teórica.
- Focado em Praticantes: Destinado principalmente a profissionais da área, mas não limitando seu apelo ao público em geral.
Conclusão
Psicoterapia em Análise Transacional – Uma Abordagem Integrada é um recurso valioso para psicoterapeutas e estudantes interessados em aprofundar os estudos de AT. A habilidade de Petruska Clarkson de mesclar teoria com prática oferece aos leitores uma compreensão rica de como a AT pode ser usada de forma eficaz na psicoterapia. A tradução desta obra veio preencher, de forma exemplar, uma lacuna que existia na literatura de AT Berniana na língua portuguesa, oferecendo um recurso indispensável para o aprofundamento da teoria e prática.
Este livro é indispensável para aqueles que buscam aprofundar seu conhecimento sobre Análise Transacional dentro de uma estrutura terapêutica integrada.
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Nova integrante da Comissão Científica Gestão 2023-2026
Therezinha Moura Jorge:
Psicóloga, CRP 08/04315, graduada na PUCPR em 1991. Pós graduada em Administração de Recursos Humanos na PUC/PR em 2005. Pós graduada em Dependência de SPAs na Faculdade Luterana do Brasil e Cruz Azul do Brasil em 2011. Analista Transacional, certificada em Psicoterapia em 2016. Atualmente Membro Didata em Formação, cursando AT 303 e desenvolvendo o curso de Psicoterapia do Script no Síntese, POA/RS. Diretora Administrativa da UNAT-BRASIL na gestão 2020/2023. |
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JUSSIMAR ALMEIDA
Médico, Didata Clínico pela UNAT. Participou do início da UNAT em 1985 na Bahia e possui 54 anos de experiência em Medicina, dos quais 40 anos com AT
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Insitado pela redatora do Opções, a escrever em poucas linhas sobre uma “Clínica de usuários de drogas, Alcoolismo e Doenças Mentais”, e convivendo diuturnamente com tais pacientes, vejo-me na condição de denunciar alguns aspectos significativos a fim de inteirar o Adulto Integrado dos ainda não afeitos a tudo que existe de interação e de legislação dirigido ao assunto.
É importante saber que por força da Lei 10.216/200, também conhecida como LEI DA REFORMA PSIQUIÁTRICA, se determina o fechamento gradual de todos os “manicômios” gradativamente (e eles ainda existem no Brasil). Portanto, só resta então, a partir daí, tratar os que necessitam internação em hospitais psiquiátricos inexistentes em número e qualidade no Brasil para as necessidades atuais.
Surgem assim, nesta transição, as “Clínicas de usuários de drogas, Alcoolismo e Doenças Mentais” que obedecem a legislação rigorosa com presença completa de equipes multidisciplinares compostas por psiquiatras, psicólogos, terapeutas ocupacionais, dentre estes arteterapeutas, musicoterapeutas e outros, enfermagem e técnicos de enfermagem 24 horas, e também, assistentes sociais, nutricionistas, farmacêuticos e demais profissionais necessários, além de toda estrutura física que inclui até uma mini UTI.
Porém, o objetivo do papo descontraído, como me foi solicitado, é falar da abordagem multiprofissional nestes locais. Assim sendo, existe em nossas Clínicas, um treinamento dirigidos a todos da equipe, do ASB ao Psiquiatra para conhecimento da linguagem de Análise Transacional. Após ser adequadamente formada a Equipe Multidisciplinar com a mesma “vibe”, passamos todos a ter um “modus operandis” idêntico para com os pacientes e familiares. Desnecessário dizer que regras são fundamentais e a primeira delas é não fumar, o que traz de imediato um impacto significativo para alguns, pois passam a notar que o ambiente é diferente. Estudos revelam que o tabaco deixa “marcas” a nível cerebral, difíceis de se “apagar”.
Mas, acolhido o paciente, a tarefa mais importante é que ele compreenda que não será tratado em hipótese nenhuma como ex-usuário. Isto significa que ele passará a ser tratado como um paciente que está numa Clínica que visa conhecer e cuidar de suas patologias, a fim de que necessidades que o trouxeram até a clínica desapareçam (ou seja, as drogas, se for o caso, o álcool, se for o caso, etc...)
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Nossa convicção é a de que se o paciente consegue expressar coerentemente suas emoções autênticas, aí se restabelece sua higidez. Será necessário conduzi-lo a percepção que emoções autênticas adequadamente expressas, possuem começo, meio e fim, e isto ocorre com o afeto, alegria medo, tristeza, raiva, que nele existem normalmente, desde que expressas através de estímulos coerentes às suas percepções reais.
O cliente através do processo terapêutico passará a perceber que aquilo que surge nele como depressão, angústia, ira, ansiedade, confusão, inadequação, ciúme, falsa alegria, rancor, ironia, ressentimento, sentimentos de não amado, não querido e todo elenco de emoções não autênticas são as ditas emoções substitutas e não proporcionais e coerentes aos estímulos recebidos. Evidentemente, tais processos patológicos são a sede das disfunções que levam aos desajustes tanto internos (consigo mesmo) como externos, seja na família, na profissão, no par, na sociedade.
Desse modo, passamos a conhecer na Clínica a base patológica do indivíduo fulcrados nas técnicas de Análise Transacional, chegando aos seus traumas de infância, sendo o mesmo cuidado com o mesmo padrão de atenção através de uma equipe multidisciplinar voltada para recebê-lo com Proteção, Potência e Permissão, dando-lhe o suporte de carinho, ausência de Jogos e profundo reconhecimento de seu ser como hígido no ambiente que o acolhe.
Existe nesse ínterim informações ao seu Estado do Ego Adulto, sobre o mecanismo de atuação das drogas e suas atuações nas sinapses dos neurônios, pois julgamos fundamental que ele saiba o mecanismo onde a droga atua a nível de sinapses neuronais, e como ela atua, já que compete com as células aferentes a resgatar as endorfinas das células eferentes após elas terem recebido o devido estímulo, e que, as drogas aí inseridas artificialmente terminam por criar uma inundação de endorfinas a nível das sinapses, o que faz com que o corpo inteiro tenha a sensação de euforia causado pelas drogas. Julgamos a informação de que a droga atua “impedindo” o resgate das endorfinas a nível das sinapses nervosas fundamentais para a seguir e fazer com que o paciente possa compreender que sem drogas, existem novas formas de liberação das endorfinas, sendo uma dessas a expressão das Emoções Autênticas.
Conhecer novas possibilidades de acionar tais liberações de endorfinas sem recorrer às drogas através da implementação do amor, afeto, carinho da permissão de sentir as emoções autênticas e abandonar as emoções substitutas, levam os pacientes internados a experimentar em grupo novos modelos, sob supervisão e estímulo da equipe multidisciplinar. Estamos seguros de que o aumento das endorfinas que através de outros vários mecanismos, aceleram a produção de ocitocinas (hormônio do afeto) estando, assim, preparado o terreno seguro (internação sob supervisão) ao novo modelo de vida com muita arteterapia, musicoterapia, terapia de grupo, terapia individual, exercícios de Carícias, por serem novas formas de interação, que reforçam os Estados do Ego na liberação das partes positivas de suas personalidades.
Durante este tempo de aproximadamente sessenta dias, aquele que chegou com o CARIMBO DE USUÁRIO, nunca mais foi tratado nem como ex-usuário (palavra que não existe na Clínica) e passou a conviver com cuidadores que o tratam como iguais em ambiente sadio e protegido, no qual a Clínica passa a ser a extensão de um lar que pode não ter tido nos primórdios de sua infância.
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O princípio fundamental de nossa abordagem conforme descrito é o de conhecer a vida pregressa do paciente em sua infância, descobrir seus traumas e seus sentimentos não permitidos ou proibidos, e liberar o mesmo conforme descrito e sob a égide do legado de Berne e seus seguidores. Desse modo, descobrirão que numa Clínica ou num consultório, usuários de drogas, dentre os quais incluímos o alcoolismo, poderão receber os tratamentos adequados e obterem suas curas sem nunca tocarem no assunto drogas, pois como bem disse o mestre Berne: retire o espinho do pé do paciente e a febre cessa, a respiração melhora, a dor desaparece...e a higidez retorna.
Dr. Jussimar Almeida
Médico – Didata Clínico em AT
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Cristiane Vilela CRP- 20027-04
Consultora organizacional na facilitação de processos de desenvolvimento humano. Analista Transacional Certificada para a área Organizacional. Graduada em Psicologia, MBA em Gestão de Pessoas e Especialização em Economia Solidária e Desenvolvimento Sustentável. Experiência em gestão de pessoas e sustentabilidade em empresas e vivência no terceiro setor com mais de 20 anos de trabalho na área. Conhecimento em iniciativas de desenvolvimento territorial e socioeconomia, desenvolvimento de grupos, lideranças, facilitação, negociação, gestão de conflitos.
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Nossa convicção é a de que se o paciente consegue expressar coerentemente suas emoções autênticas, aí se restabelece sua higidez. Será necessário conduzi-lo a percepção que emoções autênticas adequadamente expressas, possuem começo, meio e fim, e isto ocorre com o afeto, alegria medo, tristeza, raiva, que nele existem normalmente, desde que expressas através de estímulos coerentes às suas percepções reais.
O cliente através do processo terapêutico passará a perceber que aquilo que surge nele como depressão, angústia, ira, ansiedade, confusão, inadequação, ciúme, falsa alegria, rancor, ironia, ressentimento, sentimentos de não amado, não querido e todo elenco de emoções não autênticas são as ditas emoções substitutas e não proporcionais e coerentes aos estímulos recebidos. Evidentemente, tais processos patológicos são a sede das disfunções que levam aos desajustes tanto internos (consigo mesmo) como externos, seja na família, na profissão, no par, na sociedade.
Desse modo, passamos a conhecer na Clínica a base patológica do indivíduo fulcrados nas técnicas de Análise Transacional, chegando aos seus traumas de infância, sendo o mesmo cuidado com o mesmo padrão de atenção através de uma equipe multidisciplinar voltada para recebê-lo com Proteção, Potência e Permissão, dando-lhe o suporte de carinho, ausência de Jogos e profundo reconhecimento de seu ser como hígido no ambiente que o acolhe.
Existe nesse ínterim informações ao seu Estado do Ego Adulto, sobre o mecanismo de atuação das drogas e suas atuações nas sinapses dos neurônios, pois julgamos fundamental que ele saiba o mecanismo onde a droga atua a nível de sinapses neuronais, e como ela atua, já que compete com as células aferentes a resgatar as endorfinas das células eferentes após elas terem recebido o devido estímulo, e que, as drogas aí inseridas artificialmente terminam por criar uma inundação de endorfinas a nível das sinapses, o que faz com que o corpo inteiro tenha a sensação de euforia causado pelas drogas. Julgamos a informação de que a droga atua “impedindo” o resgate das endorfinas a nível das sinapses nervosas fundamentais para a seguir e fazer com que o paciente possa compreender que sem drogas, existem novas formas de liberação das endorfinas, sendo uma dessas a expressão das Emoções Autênticas.
Conhecer novas possibilidades de acionar tais liberações de endorfinas sem recorrer às drogas através da implementação do amor, afeto, carinho da permissão de sentir as emoções autênticas e abandonar as emoções substitutas, levam os pacientes internados a experimentar em grupo novos modelos, sob supervisão e estímulo da equipe multidisciplinar. Estamos seguros de que o aumento das endorfinas que através de outros vários mecanismos, aceleram a produção de ocitocinas (hormônio do afeto) estando, assim, preparado o terreno seguro (internação sob supervisão) ao novo modelo de vida com muita arteterapia, musicoterapia, terapia de grupo, terapia individual, exercícios de Carícias, por serem novas formas de interação, que reforçam os Estados do Ego na liberação das partes positivas de suas personalidades.
Durante este tempo de aproximadamente sessenta dias, aquele que chegou com o CARIMBO DE USUÁRIO, nunca mais foi tratado nem como ex-usuário (palavra que não existe na Clínica) e passou a conviver com cuidadores que o tratam como iguais em ambiente sadio e protegido, no qual a Clínica passa a ser a extensão de um lar que pode não ter tido nos primórdios de sua infância.
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DENISE TUPINAMBA - atriz, fez Tablado e participou de várias montagens teatrais.
É sócia e administra no acervo Como Manda o Figurino, que trabalha com figurino para cinema.
É cliente de terapia com Análise Transacional. |
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Na AT, todos os seres humanos operam a partir de três Estados do Ego: Pai, Adulto e Criança. O cinema oferece inúmeras oportunidades para observar essas dinâmicas:
O Estado do Ego Pai pode ser visto em personagens autoritários ou protetores, que repetem padrões herdados.
O Adulto é frequentemente representado por personagens que analisam situações de forma racional, tomam decisões ponderadas e resolvem conflitos com lógica.
A Criança aparece em sua forma natural, rebelde ou submissa, refletindo emoções, impulsos e experiências da infância.
Filmes como “Divertida Mente” (Inside Out) e “O Rei Leão” ilustram de maneira simbólica as transições entre esses Estados do Ego.
Jogos Psicológicos no Cinema:
Os Jogos Psicológicos são padrões repetitivos de interação nos quais os participantes obtêm ganhos ocultos, ainda que prejudiciais. São centrais na compreensão dos conflitos interpessoais.
O cinema é rico em exemplos de jogos como “Agarrei-te”, “Veja o Que Você Me Fez Fazer” e “Sim, Mas…”. No filme “Closer – Perto Demais”, por exemplo, os personagens entram constantemente em Jogos de sedução, manipulação e vitimização.
Scripts de Vida em Personagens Cinematográficos:
A Análise Transacional propõe que todos criamos um “Script de Vida” ainda na infância, que inconscientemente seguimos na vida adulta. O cinema permite observar esses roteiros e suas possíveis ressignificações.
Em “Gênio Indomável” (Good Will Hunting), o protagonista segue um Script de autossabotagem até que, através da relação terapêutica, começa a reescrever sua história.
O cinema, ao dramatizar conflitos, emoções e transformações humanas, torna-se um recurso eficaz para estudar e aplicar a Análise Transacional. Ao assistir a filmes com um olhar analítico, é possível desenvolver uma maior consciência sobre si mesmo, os outros e os padrões relacionais que nos cercam.
Integrar a arte cinematográfica à prática da AT amplia horizontes e aprofunda o processo de autoconhecimento, educação e transformação.
Segue abaixo uma lista como sugestão de filmes organizados por conceitos da AT:
(e você pode colaborar com outros exemplos, observando como os conceitos da AT aparecem no nosso dia a dia)
1. Estados do Ego (Pai, Adulto e Criança)
· Sociedade dos Poetas Mortos (Dead Poets Society, 1989)
Mostra a Criança Livre (criatividade, espontaneidade) em jovens reprimidos (Criança Adaptada) por um sistema autoritário (Pai Crítico);
2. Jogos Psicológicos
· As Horas (The Hours, 2002)
Três histórias entrelaçadas por Scripts de vida e Jogos Psicológicos de negação, fuga e busca por sentido.
3. Script de Vida
· Show de Truman (The Truman Show, 1998)
Truman vive dentro de um Script criado por outros, até que decide romper com o determinismo e escrever sua própria história. |
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4. Contratos e Transformação
· Patch Adams – O Amor É Contagioso (1998)
Demonstra a importância de propósitos claros (contratos existenciais) e como romper padrões rígidos pode gerar transformação.
5. Comunicação e Relações Interpessoais
· O Diabo Veste Prada (The Devil Wears Prada, 2006)
Ilustra relações hierárquicas com Transações Cruzadas, o poder do Pai Crítico e os efeitos nas decisões da protagonista.
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O Dia Mundial do Meio Ambiente é uma data que convida à análise não apenas ecológica, mas também relacional e ética.
Na Análise Transacional, o conceito de contato implica presença, disponibilidade e abertura ao outro — o que inclui o ambiente em que vivemos. Em tempos de hiperconexão digital e desconexão ambiental, vale refletir:
· Que tipo de Script social sustenta a negligência ambiental?
· Que mecanismos de defesa operam quando evitamos reconhecer o impacto das nossas escolhas sobre o planeta?
A lógica do consumo desenfreado, da produção em massa e do descarte acelerado pode ser lida como parte de um roteiro cultural de negação, no qual prevalecem Estados de Ego pouco integrados. Muitas vezes, o Adulto adaptado cede espaço para um Pai Crítico destrutivo (interno ou coletivo), que age em nome da urgência, da produtividade e da suposta eficiência, desconsiderando os impactos a longo prazo.
Cuidar do meio ambiente, nesse contexto, não é apenas uma prática ética — é também uma forma de manter contato com a realidade e de cultivar uma postura adulta frente às necessidades do nosso tempo.
A sustentabilidade exige o exercício contínuo de atualização dos dados, análise das conseqüências e responsabilização pelas escolhas — ações tipicamente associadas ao Estado de Ego Adulto.
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No primeiro texto compartilhado aqui na Reflexões Transacionais, a introdução trouxe o seguinte:
"Muitas são as datas comemorativas em nosso calendário. Algumas contam com o alcance internacional, com seus respectivos significados e rituais. Já outras, podem ser específicas para um país, região ou etnia.Uma data comemorativa nos conta (e, muitas vezes, nos lembra) bastante sobre afeto, tradições, eventos históricos, coisas importantes que foram conquistadas e outras tantas lutas que ainda vem sendo travadas por algum grupo na garantia de seus direitos."
E nesta edição não será diferente. No mês de Junho, existe uma data importante que, infelizmente, ainda não é de conhecimento geral: o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+. E mais do que tomar conhecimento da data, é importante qualificá-la conhecendo sua história, quem estava por trás e seu significado.
Celebrado em 28 de Junho, o dia tem suas raízes em um evento marcante na história da luta por direitos LGBTQIAPN+: a Revolta de Stonewall, nome dado aos protestos que começaram na madrugada de 28 de junho de 1969, nos Estados Unidos.
Na época, pessoas que pertenciam à comunidade LGBTQIAPN+ eram bastante marginalizadas, e isto ia das oportunidades de emprego e de moradia digna até o acesso a atividades de lazer de qualidade - importante lembrar que a homossexualidade foi considerada um transtorno mental até 1990. Os bares que atendiam pessoas LGBTQIAPN+, por exemplo, eram estabelecimentos mantidos em condições insalubres e que, constantemente, viravam alvo de batidas policiais, repletas de truculência. O Stonewall Inn, localizado no bairro de Greenwich Village, em Nova York, foi um destes bares.
Naquela noite, ao invés de aceitar passivamente a mais uma batida, clientes do Stonewall resistiram à violência e à repressão policial, dando início a protestos espontâneos que duraram vários dias. Naquela noite, foi dada a Permissão necessária para uma geração que queria viver de outra forma - e que ia lutar por isso. Além de um marco histórico, esse movimento simbolizou uma virada na luta pelos direitos civis das pessoas LGBTQIAPN+, inspirando outras manifestações em diversas partes do mundo.
No ano seguinte, em 28 de junho de 1970, aconteceu a primeira Parada do Orgulho Gay, em Nova York, para marcar o aniversário da Revolta de Stonewall. O evento se espalhou, e a data passou a ser lembrada anualmente como um símbolo de resistência, visibilidade e orgulho LGBTQIAPN+ e, com o tempo, a celebração ganhou dimensões globais, sendo hoje reconhecida internacionalmente como o Dia do Orgulho LGBTQIAPN+ e o mês de Junho como Mês Do Orgulho.
E por que "Orgulho"?
A idéia do “Orgulho” é afirmar a dignidade e a identidade das pessoas LGBTQIAPN+, que há tempos enfrentam Desqualificações por apenas existirem, como a discriminação, a violência e a exclusão. É uma forma de resistir a uma sociedade que ainda emprega normais sociais rígidas (e, em certos casos, autoritárias e até desumanas) e celebrar, com Potência, a diversidade de identidades de gênero e orientações sexuais.
Compreender essa diversidade é essencial para promover a aceitação e o respeito. A sigla LGBTQIAPN+ vai além de um conjunto de letras: ela representa pessoas, com suas histórias e o direito de viver, principalmente sendo quem são e amando quem quiserem amar. Ao buscarmos conhecimento sobre essas identidades e orientações, colaboramos com a possibilidade de um mundo onde a realidade é mais inclusiva. Por isso, compartilhamos aqui também um pequeno glossário, com o significado de cada letra presente na sigla:
L
Lésbica:
Mulheres (cis ou trans) que sentem atração afetiva e/ou sexual por outras mulheres.
G
Gay:
Homem (cis ou trans) que sente atração por outros homens. Às vezes usado como termo geral para pessoas homoafetivas.
B
Bissexual:
Pessoa que sente atração por mais de um gênero.
T
Transgênero:
Pessoa cuja identidade de gênero é diferente do sexo atribuído no nascimento. Inclui homens e mulheres trans e pessoas não binárias. No Brasil, muitas vezes se colocam as identidades travesti e transexual também na letra T.
Q
Queer:
“Queer” é um termo guarda-chuva para identidades fora da norma de gênero/sexualidade. Algumas pessoas definem sua orientação como queer, por não quererem/saberem defini-la e ao mesmo tempo não serem hétero.
I
Intersexo:
Pessoas que, congenitamente, não se encaixam no binário conhecido como sexo feminino e sexo masculino, em questões de hormônios, genitais, cromossomos, e/ou outras características biológicas.
A
Assexual/Arromânticas/Agênero:
Pessoas assexuais são pessoas que nunca, ou que raramente, sentem atração sexual de forma intensa ou constante. Pessoas arromânticas são pessoas que nunca, ou que raramente, se apaixonam de forma intensa ou constante. Pessoas agênero não possuem gênero, ou ao menos se sentem mais confortáveis por esta definição. Algumas pessoas agênero não se consideram trans, queer ou não-binárias, embora possam usar tais termos também.
P
Pansexual:
Pessoa que sente atração por outras independentemente do gênero ou identidade de gênero.
N
Não binário:
Pessoa que não se identifica exclusivamente como homem ou mulher; pode ter uma identidade de gênero fluida, múltipla ou neutra.
+
Outras identidades:
Representa todas as demais identidades e orientações que não estão explicitamente representadas nas letras anteriores.
A sigla LGBTQIAPN+ foi sendo construída ao longo do tempo para incluir, representar e dar visibilidade a diferentes identidades de gênero e orientações sexuais que historicamente foram marginalizadas. Cada letra tem um significado e representa uma parte dessa diversidade e valoriza as vivências dentro da comunidade.
É importante lembrar que a diversidade, no geral, é o que torna a humanidade única. Cada letra dessa sigla simboliza uma trajetória autêntica e valiosa. Celebrar essa diversidade é, na verdade, celebrar a totalidade da experiência humana. Isso te faz lembrar de algo familiar na AT?
Desde os primórdios da Análise Transacional, Eric Berne propôs que todos os seres humanos são "OK", ou seja, dignos de aceitação e respeito simplesmente por existirem. Esse princípio fundamental de Oqueidade - "Eu estou OK, você está OK" - serve como base para relacionamentos saudáveis, comunicação autêntica e convivência respeitosa. Quando aplicado à comunidade LGBTQIAPN+, não há motivos para ser diferente: esse conceito convida à empatia, à escuta genuína e ao abandono de julgamentos preconceituosos.
Mas a prática nem sempre foi assim. Trazer essa pauta para o campo da Análise Transacional é de extrema relevância, pois sendo a AT uma abordagem social, ela também sofreu interferências da forma como se pensava sobre a comunidade LGBTQIAPN+ na época em que foi construída. Como mencionado, a homossexualidade deixou de ser considerada doença pela Organização Mundial da Saúde (OMS) há apenas 35 anos. No Brasil, o Conselho Federal de Medicina (CFM) já havia deixado de classificá-la como desvio sexual em 1985.
No artigo Homossexualidade nas Três primeiras Décadas de Análise Transacional: Um Estudo Sobre a Teoria na Prática de Psicoterapia em Análise Transacional, Grahan Barnes levanta algumas críticas sobre a teoria nas décadas de 1950 e 1960, onde Berne e colegas utilizavam da teoria do Script de Vida "para explicar a homossexualidade como uma psicopatologia causada pelo Script" (p.179, Prêmios Eric Berne).
É importante ressaltar que o pensamento de Berne correspondeu, de certa forma, a como a questão era tratada na época em que realizou seu trabalho. Barnes comenta em seu artigo que a Análise Transacional não ficou ilesa de alguns conceitos preconceituosos da época e "mostrou suas próprias distorções e maus tratos das narrativas de indivíduos gays" (p.181). Saber desse aspecto de nossa teoria é importante para que estejamos atentos às mudanças necessárias de nossa querida abordagem na medida em que o Quadro de Referência social se altera e amplia os conceitos sobre determinadas populações e questões sociais.
Assim como os manuais de Medicina se atualizaram, também estamos atualizando a abordagem que prega a Oqueidade. Os tempos, agora, são outros - e a Análise Transacional vem acompanhando o tempo, expandindo e se atualizando. Por isso, compartilhamos aqui trabalhos de dois Analistas Transacionais acerca do tema, com o intuito de gerar reflexões, desenvolver o pensamento crítico e construir diálogos:
No artigo Considerações acerca da identidade homossexual utilizando os conceitos da Análise Transacional, a Analista Transacional Bruna Rezende Corrêa tem como objetivo apresentar a opinião de alguns autores sobre a formação da identidade homossexual e, em seguida, propor um diálogo entre o ponto de vista de Eric Berne e de Graham Barnes sobre a homossexualidade, a partir de conceitos da Análise Transacional. Por meio da revisão bibliográfica, a autora observa que a psicoterapia proposta por Berne, destinada aos homossexuais, era um tanto quanto equivocada naquela época ao rotular e patologizar os homossexuais, e desconsiderar fatores importantes como a homofobia e a opressão social.
Já no artigo A homossexualidade e seu desenvolvimento histórico na Análise Transacional, o Analista Transacional Daniel Junior Domingues Rodrigues aborda gênero e homossexualidade no contexto histórico da Análise Transacional. O autor teve como objetivo esclarecer como a Análise Transacional abordou este assunto e mostrar de uma forma ampla como a homossexualidade era vista por outras instâncias, como por exemplo, o DSM (Manual de Diagnóstico e Estatístico de Distúrbios Mentais), ressaltando que a homossexualidade não é mais considerada doença na nossa sociedade e os homossexuais não precisam viver reprimidos como no passado, porém a luta dessa classe de minorias é, atualmente, contra o preconceito e a intolerância.
É importante ressaltar que os estudos ainda estão em seu início em nossa abordagem, carecendo de mais ampliações. Tendo em vista que as idéias antigas sobre o tema vieram de um vocabulário ainda frágil e iniciante sobre a comunidade LGBTQIAPN+, faz-se necessário novos estudos e artigos que possam trazer narrativas inclusivas, que visam a Autonomia do ser humano e o não fortalecimento de uma Adaptabilidade adoecida e limitante que foi tão imposta a esta minoria.
Por:
Ana Laura Rodovalho - Psicóloga Clínica CRP 04/49248, Membro Certificado da UNAT-Brasil - Área de Psicoterapia e membro da Comissão da Diretoria de Comunicação UNAT-Brasil.
Aymée Fávaro - Psicóloga CRP 05/49942, Analista Transacional em Formação – Área de Psicoterapia e membro da Comissão da Diretoria de Comunicação UNAT-Brasil.
Para saber mais:
Orientando - Um espaço de aprendizagem
Cis e trans: qual a diferença dos termos?
Glossário: O que é cis, trans, travestis e outros
Biblioteca Digital João Silvério Trevisan - Educação para Direitos
Manual para uso correto de termos vinculados à diversidade sexual
Há 35 anos, OMS deixava de considerar homossexualidade uma doença
Homossexualidade nas Três primeiras Décadas de Análise Transacional: Um Estudo Sobre a Teoria na Prática de Psicoterapia em Análise Transacional, Grahan Barnes, 2005 - contido em Prêmios Eric Berne, 2009
Reflexões Transacionais é uma editoria não só para dar espaço aos trabalhos realizados pela nossa comunidade de Analistas Transacionais que, diga-se de passagem, está recheada de conteúdos bacanas e riquíssimos, mas também para convidar cada um de nós a refletir, a pensar em Análise Transacional.
Você tem gostado dos trabalhos apresentados nessa seção e ficou com gostinho de “quero mais”? Você pode encontrar cada um deles completos na aba Publicações em nosso site oficial!
Agora, se você ficou com vontade de compartilhar conosco as suas Reflexões Transacionais, vamos adorar saber!
Nos envie seu feedback através do e-mail comunicacao@unat.org.br.
Até a próxima!
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02 JUNHO
Simone de Souza Pinto Manasses
03 JUNHO
Geraldo Fialho da Silveira
05 JUNHO
Sonia da Fraga Peixoto N. Pedreira
06 JUNHO
Mary Luce Mariano de S. Melazzo
Eliano de Souza Martins Freitas
07 JUNHO
Maria Lucia Rodrigues Falk
Paula Fabiana Araujo Coelho
08 JUNHO
Silvana Gomes
09 JUNHO
Aparecida Angela Costa de Abreu
Vilma Pimenta Cirilo Munhe
10 JUNHO
Josiane Ida Pelles
11 JUNHO
Graziela de Caixeta e Silva
Luciana Gazzoni P. Benevolo Lopes
12 JUNHO
Juliana Rodrigues Martins
13 JUNHO
Maria Ventura da Silva
Andrea Santos Montes
Antonio Pedreira de Oliveira
14 JUNHO
Julia Vital de Oliveira Werneck
Marciele Fiepke Costa |
15 JUNHO
Ellen Flávia Vieira Santos
17 JUNHO
Renata Alves Gava
19 JUNHO
Roy Abrahamian
20 JUNHO
Valéria dos Santos Torres
Maria Adriana Montheiro Atienza
21 JUNHO
Luiz Paiva Ferrari
Alexandra Leme Prudhomme
22 JUNHO
Surama Aparecida Santos de Oliveira
23 JUNHO
Maria Campos Varnieri
Sarah Jose Simoni
26 JUNHO
Andrea Brito L. da Costa e Sousa
27 JUNHO
Patricia Sousa Araújo
Anna Flávia Moreira e Fonseca
Jose Roberto dos Santos Minervino
Flora Maria Paula Junqueira
Maria Garcia
Ofir de Vilhena Gazzi
Iago Matheus Marques Naves
Regina Lopes D
Roberto dos Reis C. Menna Barreto
Vanessa da Silveira Bonvechio
29 JUNHO
Fernanda Nogueira Rodrigues
Andrea Capparelli Toledo |
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Comissão de Comunicação da UNAT-Brasil, composta por: Aymée Fávaro, Fabiana Bercht, Leilane Nascimento e Ana Laura Rodovalho.
Diretora responsável: Adriana Montheiro.
Diagramação: Inova+Digital e RaioZ.
Você pode enviar sua sugestão de pauta até o dia 15 de cada mês para o e-mail comunicacao@unat.org.br.

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