|
|
|


Comissão de Didatas que facilitaram o SED:
Ede Lanir Ferreira
Jane Maria Costa
Márcia Beatriz Bertuol - coordenadora
Membros Certificados e agora ENDOSSADOS:
Leilane Nascimento- Psicoterapia
Olívia Oliveira- Psicoterapia
Paula Rodrigues Nascimento- Organizacional
Rafael Quinteiro – Organizacional
Olha só o compartilhamento das experiências!
Olívia de Freitas Oliveira – CRP 04/39172 - Certificada em Psicoterapia
“O SED foi muito valioso para mim! Foram dias intensos e ao mesmo tempo leves, com trocas ricas, muito aprendizado e uma condução acolhedora que me fez sentir segura e motivada. Receber feedbacks tão cuidadosos e poder compartilhar um tema que gosto bastante me emocionou e me impulsionou ainda mais na caminhada como terapeuta e supervisora. Saio com o coração cheio de gratidão e vontade de seguir crescendo na AT!”
Paula Rodrigues Nascimento - Certificada em Organizacional
“O Seminário de Endosso de Didatas foi um verdadeiro presente na minha trajetória como analista transacional. Vivenciar três dias intensos ao lado das didatas Márcia Bertuol, Jane Costa e Ede Lanir Ferreira, foi uma experiência única de aprendizado, afeto e crescimento. A escuta qualificada, os feedbacks generosos e a seriedade do processo me impulsionaram a um novo patamar de compromisso com a formação e a ética na AT. Saio fortalecida, com mais clareza sobre meu papel como didata em formação e profundamente grata por esse espaço de construção coletiva.”
Leilane Nascimento – CRP 05/48966 - Certificada em Psicoterapia
“Minha experiência no SED foi incrível. A equipe composta por Márcia Bertuol, Jane e Ede forneceram acolhimento, orientação e novos aprendizados para minha formação. Qualifico que o ponto alto do encontro ocorreu através das interações sadias e amorosas com meus colegas. Me sinto ainda mais validada para seguir meu caminho como Analista Transacional.”
|
|
|
|
|
AVISO DA DIRETORIA – ATENÇÃO ASSOCIADOS!
Lembramos que o nosso site oficial é o www.unat.org.br
Não nos responsabilizamos por conteúdos publicado em outros sites. Chamamos atenção para o ORG em nosso endereço unat.org.br.
Não enviamos boletos ou quaisquer cobranças sem sermos solicitados, logo, cuidado com e-mails e cobranças em nome da UNAT. |
| |
|
|
|
|
|
WORKSHOP DE ATUALIZAÇÃO
DIA 19 DE JULHO
Tema: Teoria e Prática dos Compulsores numa visão de Julie Hay.
Das 09:00h às 17:00h
CONDUÇÃO – MDF -IVANA ZANINI
Destinado aos associados UNAT-Brasil, os workshops promovem a partilha de temas de AT. Não tem custo para associados adimplentes, só é necessário inscrever-se. Para não associados, o valor é de R$ 500,00. |
| |
|
|
|
|
|
AS DIRETORAS CIENTÍFICA – DANIELA CARVALHO E ADMINISTRATIVA – RENATA GAVA, TRAZEM AVISOS E INFORMAÇÕES IMPORTANTES
1- ENVIE SEU ARTIGO PARA SUBMISSÃO DA REBAT ATÉ O DIA 31 DE JULHO
2- A Diretoria Científica tem o prazer de anunciar que a seção da REBAT no site da UNAT-Brasil está de cara nova! Confira! Foi habilitada a função de busca de artigos por autor, título, ano de publicação e outros.
portal.unat.org.br/revista-brasileira-de-analise-transacional
Lá você poderá encontrar e fazer download das edições anteriores digitalizadas da REBAT impressa. Isto foi possível através da parceria entre Diretoria Científica e Diretoria Administrativa. Celebramos mais este trabalho em parceria!
3- Aconteceu no dia 01/07/25 mais uma edição do Ciência e Prosa com os autores promovido pela Diretoria Científica.
O objetivo foi treinarmos juntos a escrita de um pré-projeto de pesquisa.
DEPOIMENTO DOS PARTICIPANTES
|
|
|
|
|
Cristina Luisa Hedler: “A experiência de ter tido a oportunidade de participar do último encontro Ciência e Prosa, no dia 01.07.2025, às 20h, em que se tratou sobre como desenvolver um pré-projeto de pesquisa, foi muito útil e positiva!
As contribuições de Lauce e de Tânia foram muito especiais, tendo sido evidenciados importantes aspectos a serem observados na elaboração de um pré-projeto - e de um projeto - incluindo a importância da clareza sobre a dúvida/lacuna a ser superada, a formulação da hipótese geral, que enseja a criação do tema específico, que deve compor, em princípio, o título do artigo, além de várias outras questões que trouxeram muitas reflexões e aprendizados. Muito grata por essa inspiradora iniciativa!”

Jussimar Almeida MD: “Participei do encontro sobre Ciência e Prosa conduzido por Lauce e Tânia... Prepararam com esmero e carinho o que para mim significou uma bem elaborada revisão de como desenvolver um pré-projeto para pesquisa. Indubitavelmente foi uma contribuição e um incentivo para que os que possuem conhecimento a compartilhar, se sintam confortáveis para escrever.
A padronização e a didática oferecida pelas duas apresentadoras foi, para mim, um acréscimo de conhecimento significativo. Parabéns para os que contribuem com abnegação para com a UNAT que cada vez mais se faz respeitar no cenário nacional pelos valores que possui, não só no rol de associados, mas também pelas contribuições exercendo funções em nossa Diretoria. Que fique registrado o meu reconhecimento à iniciativa das nobres colegas.” |
| |
|
|
|
|
| |
|
Cuidando do nosso Autocuidado:
um compromisso muito além da estética
|
|
|
| |
|
Por Aymée Fávaro - Psicóloga CRP 05/49942, Analista Transacional em Formação – Área de Psicoterapia e membro da Comissão da Diretoria de Comunicação UNAT-Brasil.
|
|
|
|
|
Você sabia que no dia 24/07 celebramos o Dia Internacional do Autocuidado? Uma data que convida à reflexão sobre o cuidado consigo mesmo. Pode parecer óbvio, mas... E aí, como anda o seu?
Em tempos em que as redes sociais impulsionam imagens estéticas, rotinas sofisticadas e momentos perfeitos sob a tag#selfcare (termo em inglês para o autocuidado), pode parecer que cuidar de si se resume a banhos relaxantes, máscaras faciais e velas aromáticas. Mas será que autocuidado é só isso?
A resposta, claro, é não. E é justamente aqui que precisamos resgatar a noção de autocuidado como compromisso, como prática cotidiana - e muitas vezes até entediante - de manter-se bem, física e emocionalmente.
Nos últimos anos, o autocuidado passou a ser intensamente promovido nas redes sociais e, embora isso tenha ajudado a trazer o tema à tona, também gerou um efeito colateral importante: o autocuidado tem sido, muitas vezes, reduzido à performance.
Vivemos na era da hipervisibilidade, onde o dia a dia é constantemente documentado, editado e compartilhado. O que não é postado muitas vezes é considerado "inexistente". Com isso, até o autocuidado, algo íntimo e subjetivo, passou a ser transformado em conteúdo: ele agora precisa parecer bonito e inspirador o suficiente para virar um story ou uma postagem no feed.
Faça o teste e pesquise sobre o tema no Instagram, no Tiktok ou no Youtube... Você receberá, como resultado, rotinas inteiras de autocuidado postadas em fotos ou vídeos bem editados, com trilha sonora suave, velas acesas, pele perfeita e ambiente impecável. O que não é nenhum crime, nada ilícito. A questão aqui é: quando o autocuidado se torna algo a ser mostrado - e não vivido -, ele corre o risco de perder sua essência.
Somos convidados, constantemente, a esse algoritmo de desconexão com a realidade, com o corpo e com as emoções. Acabamos nos afastando da escuta interna. O autocuidado virou uma lista de tarefas a cumprir para parecer bem, mesmo que, por dentro, estejamos esgotados, ansiosos ou apenas querendo parar.
A performance toma o lugar da presença...
Você posta que está meditando, mas na verdade está desconectado(a)...
Você compartilha sua alimentação saudável numa linda foto do prato do dia, mas está em guerra com o próprio corpo...
Essa cultura das aparências, aliada à lógica do consumo, transformou o autocuidado em uma vitrine: o mercado percebeu que vender autoamor e selfcare dá lucro (e muito!!!!) e quem se cuida “de verdade” compra, mostra e inspira. Isso acaba gerando um padrão muitas vezes inalcançável, elitizado e desconectado da realidade de quem apenas busca dar conta de seguir o dia. O cuidar de si virou obrigação estética, mercadoria na sociedade neoliberal, criando, assim, um grande paradoxo.
Agora, descolado de seu real propósito, o autocuidado é constantemente associado ao consumo de itens caros ou exclusivos: rotinas de skincare com 20 etapas, ostentação de spas e retiros, diários de gratidão sofisticados, tirar fotos a caminho do Yoga e do Pilates para mostrar a roupa do dia ou a garrafa de água, ambas de marcas caras - e, talvez, nem fazer as aulas...
O bom é que, em contrapartida, surgem movimentos justamente como resposta a isso, valorizando aquilo que não aparece nas redes: o autocuidado da vida real e offline. Ações que não rendem likes, mas sustentam a vida.
Um bom exemplo desses movimentos é o projeto Boring Self Care - "o autocuidado chato", em tradução livre -, criado pela britânica Hannah Daisy (artista e terapeuta ocupacional especializada em saúde mental), que você pode acompanhar no Instagram pelo perfil @makedaisychains e pela hashtag#boringselfcare.
O projeto surgiu como uma forma de valorizar o autocuidado "invisível": fazer check-ups de saúde, dormir mais cedo, reconhecer limites e dizer “não”, tomar os remédios no horário, responder aqueles e-mails e mensagens do Whatsapp difíceis, fazer uma refeição equilibrada, escovar os dentes, sair da cama... Ações como essas, muitas vezes negligenciadas ou banalizadas, são profundamente significativas para quem convive com sobrecarga, ansiedade, depressão ou simplesmente está de saco cheio da lógica performática do “bem-estar instagramável”.
Na contramão do glamour do feed, o autocuidado de verdade é discreto e profundamente conectado à responsabilidade por si. É menos sobre recompensa e mais sobre a manutenção da saúde emocional, física e relacional.
Ir à terapia e estar comprometido com o processo terapêutico, manter consultas médicas em dia, ir à academia mesmo com preguiça, priorizar o sono, cuidar das finanças, dar uma caminhada ao ar livre, ter momentos de exposição à luz solar... Podem parecer ações de uma rotina sem graça, mas são gestos potentes de preservação da vida e da qualidade dela.
Importante lembrar que o autocuidado também é estar perto de quem nos faz bem, cultivar vínculos verdadeiros e lembrar que o corpo precisa tanto de contato afetivo quanto de movimento. E sim, às vezes a escolha mais amorosa e cuidadosa que podemos fazer por nós mesmos é nos desligarmos das telas pra sentir o vento no rosto, sentir os pés na areia da praia ou na grama e conversar com alguém querido.
E claro que a Análise Transacional também dialoga com esse papo! Inclusive, tem tudo a ver com o tema do CONBRAT deste ano: O Contato em Tempos de Telas.
Na AT, a forma como alguém (não) se cuida e investe tempo e energia nessa grande busca pela aceitação externa, muitas vezes vem de mensagens que foram recebidas e reforçadas desde muito cedo: "você tem que ser perfeito", "você tem que agradar para ser digno de amor"... Desta maneira, até o autocuidado passa a ser mais uma forma de manter o Script de Vida. Ao mesmo tempo, somado à história pessoal de cada um, há o apelo social que ativa esses padrões antigos, como: "Preciso parecer bem para que me aceitem...", "Se eu não fizer o que todo mundo está fazendo, eu fico de fora..." ou "Se eu não der conta, não sou suficiente...".
Quando o autocuidado vira artifício da performance do Script, o Estado do Ego Pai pode, por exemplo, se manifestar de um lugar Perseguidor, com cobranças disfarçadas de cuidado: "Você tem que meditar hoje.", "Você precisa ir à academia ou vai se arrepender.", "Ninguém vai gostar de você se você não fizer isto e aquilo". E a Criança Adaptada Submissa, claro, obedece.
Nessa lógica, o autocuidado deixa de ser uma ação do Adulto Integrado,que avalia com clareza e corresponde adequadamente à realidade, e passa a ser um mandato a ser cumprido, algo a ser validado externamente, e não vivido internamente.
Para Berne, o Cuidar de Si pode ser compreendido a partir do funcionamento de nosso Estado do Ego Adulto, que é responsável por avaliar a realidade de forma objetiva e funcional. Ele é a parte de nós que pode escolher, por exemplo, dormir cedo mesmo quando há uma série interessante nos esperando na Netflix ou se levantar para fazer exercícios, mesmo com vontade de ficar na cama.
Para isso, o Adulto pode acessar partes valiosas dos outros dois Estados do Ego: passando pela escuta do Pai, que acolhe, protege e apoia; e da Criança Livre, que deseja viver o prazer, com espontaneidade e autenticidade. Um autocuidado adequado exige a integração entre esses estados: saber quando parar, quando persistir, quando pedir ajuda e quando simplesmente relaxar.
Resgatar o autocuidado como compromisso - e não como vitrine - é um caminho de reconexão que se revela nos Contratos que firmamos conosco. É um lembrete que o cuidado real nem sempre é bonito, nem sempre é postável, às vezes é até bem chato... Mas é sempre necessário.
Autocuidado é ter Permissão para dizer “sim” para si, na mesma proporção de, também, saber reconhecer o momento de dizer "não" quando for preciso. É saber que não existe fórmula única ou mágica, nem que precisa haver estética. É celebrar o dia 24 de Julho todos os dias.
Se autocuidado for apenas performance, ele se perde.
Se for compromisso, transforma.
|
|
|
|
E, POR FALAR EM AUTOCUIDADO, O MÊS DE JULHO SALIENTA A IMPORTÂNCIA DAS VACINAS. NÃO DEIXE DE LER ESSE TEXTO ESCLARECEDOR DE JOSÉ SILVEIRA – MD PSICOTERAPIA E DIRETOR DE DOCÊNCIA E CERTIFICAÇÃO DA UNAT:
|
|
|
| |
Vacinas: O Escudo Silencioso da Humanidade
Por José Silveira Passos - MD
|
|
|
|
Imagine um escudo invisível, uma armadura poderosa que protege milhões de vidas, gerações inteiras, contra inimigos microscópicos e devastadores. Isso é o que as vacinas representam: não apenas um dos maiores triunfos da medicina moderna, mas um pilar essencial da nossa civilização. Elas são a linha de frente de uma guerra silenciosa, salvando incontáveis almas e tecendo a rede de saúde que nos permite amar, sonhar e prosperar.
A importância das vacinas se desdobra em camadas profundas:
1. O Treino de elite para o Seu Corpo
As vacinas funcionam como um treinamento de alta performance para o nosso sistema imunológico. Elas o ensinam a identificar e neutralizar invasores traiçoeiros – vírus e bactérias – antes mesmo que a batalha comece. Pense em doenças que antes eram sinônimo de terror, como a poliomielite, que aleijava crianças, ou o sarampo, que devastava comunidades. Graças às vacinas, esses fantasmas do passado foram encurralados, e muitos, como a varíola, banidos para sempre da face da Terra.
2. O Abraço Protetor da Comunidade
Vacinar-se é um ato de autocuidado, mas é também um gesto poderoso de solidariedade. Ao nos imunizarmos, erguemos uma barreira coletiva. Criamos a "imunidade de rebanho", um escudo comunitário que protege os mais frágeis entre nós – os recém-nascidos indefesos, os idosos, os que lutam contra outras doenças e não podem ser vacinados. Cada braço vacinado é um tijolo a mais nesse muro de proteção que impede a doença de encontrar novos alvos e se alastrar.
3. Uma História de Vitórias Humanitárias
A história já nos deu provas irrefutáveis do poder das vacinas. A varíola, que dizimava populações por milênios, foi erradicada globalmente. A poliomielite, que antes amedrontava pais em todo o mundo, está à beira da extinção. Essas são vitórias monumentais da ciência, alcançadas pela agulha da vacina, que transformaram o destino de nações inteiras.
4. Futuros Brilhantes e Vidas Plenas
As vacinas asseguram que a promessa de um futuro para milhões de crianças não seja roubada por enfermidades evitáveis, permitindo que cresçam saudáveis, frequentem a escola, explorem o mundo e sonhem sem limites. Elas liberam o potencial humano para a inovação, a arte e a construção de um mundo melhor.
5. A Saúde como Propulsor Social e Econômico
Pense nos hospitais que não ficam superlotados, nas famílias que não enfrentam dívidas médicas avassaladoras, nas escolas que permanecem abertas e nas fábricas que continuam produzindo. As vacinas não apenas salvam vidas; elas impulsionam economias, garantem a educação e permitem que as sociedades prosperem, libertando recursos para o que realmente importa: investir em desenvolvimento, cultura e bem-estar.
6. Confiança na Ciência: Segurança e Rigor
Cada gota de vacina é fruto de décadas de pesquisa incansável, submetida a testes clínicos rigorosos e a uma vigilância contínua. Embora possam causar um leve desconforto temporário – uma dor no braço, uma febre baixa –, esses são sinais minúsculos de que seu corpo está se preparando para proteger você contra ameaças muito maiores. Os benefícios comprovados de evitar doenças mortais superam exponencialmente quaisquer riscos mínimos.
Em um mundo onde a desinformação pode ser tão contagiosa quanto um vírus, é crucial que nos armemos com fatos e ciência. Os movimentos antivacina são uma ameaça perigosa que arrisca desfazer décadas de progresso, abrindo a porta para o retorno de velhos flagelos.
Em um mundo onde a desinformação e as Fake News podem ser tão contagiosas quanto um vírus, é crucial que nos armemos com fatos e ciência. Os movimentos antivacina são uma ameaça perigosa que arrisca desfazer décadas de progresso, abrindo a porta para o retorno de velhos flagelos. Nesse cenário, como analistas transacionais, temos o poder de ser o catalisador eficiente na desmistificação da desinformação e da negação da ciência.
A vacinação não é apenas uma escolha pessoal; é um compromisso coletivo com a saúde, o futuro e a memória daqueles que não tiveram essa chance. Vacine-se. Proteja-se. Proteja a todos. É um legado de saúde que construímos juntos.

|
|
|
Meu lado certo é do avesso
O começo do fim – o renascimento |
|
|
| |
|
DEPOIMENTO
By Julia Werneck – Psicóloga Clínica
Cursando 202 de formação para Analista Transacional em Psicoterapia.
CRP: 05/73248
|
|
|
|
|
Aos 27 anos, recém-formada, em um relacionamento estável, vivia uma vida confortável, construía minha carreira com dedicação e esforço. Esse era o cenário de 2024 — o ano em que tudo mudou.
Levava uma vida que parecia perfeita. Eu atuava como psicóloga clínica, atendia online, cursava pós-graduação e o mestrado. Tudo caminhava conforme o roteiro — e o meu Script de Vida era representado por sempre dar o meu melhor, não parar e nem decepcionar. Meu Script, estava tão presente que passava a maior parte do tempo na Criança Adaptada Submissa que tenta incansavelmente se ajustar ao mundo para não perder amor. Minha rotina não tinha muita aventura, em alguns dias chegava a atender até dez clientes. E, por incrível que pareça, era eu quem fazia o meu horário.
Dentro dessa dinâmica, dizer “não” era impensável, descansar era fraqueza e ficar parada era culpa. Tudo certo, dando o meu melhor, nada vem sem esforço, não é? Mas espera aí, além da minha vida profissional, o que eu sou? Vazio, ausência, eco e solidão. Presa dentro de mim, meu corpo pediu socorro. Eu estava em modo automático.
O sonho da independência era latente, conquistei meu primeiro carro e morava sozinha desde os 22 anos, que privilégio. Por dentro, eu vivia na posição existencial “eu não sou OK, os outros são OK” — me inferiorizando, buscando aceitação ao custo da minha própria saúde. A busca pela independência me levava de cidade em cidade. Alguns sinais sutis apareceram, mas havia uns três anos que eu não fazia um checkup. No fundo, era assombrada por aquela voz, chamada por Eric Berne de Intuição, um sussurro abafado que queria me dizer algo.
Assim, se inicia o começo do fim. Investigando uma possível endometriose, realizei uma bateria de exames. Durante a ultrassom na tireoide acharam dois nódulos, com indicativo de câncer de tireoide. Como era possível? Eu sou tão nova, não conseguia acreditar. Passei por todas as fases do luto: negação, raiva, barganha, depressão e, por fim, aceitação. Um luto vivido em vida. A Julia que seguia um roteiro inconsciente precisou morrer — simbolicamente — para que eu iniciasse um processo de cura física e mental.
Fui obrigada a parar. A olhar com honestidade para minha vida, meus sentimentos, minhas escolhas. Percebi que aquela “produtividade” toda era, na verdade, uma fuga. Um Jogo Psicológico de Salvação: se eu cuidar de todo mundo, talvez assim eu finalmente fosse amada, talvez eu fosse importante. A doença, com toda sua brutalidade, me deu a chance de sair desse Jogo.
Do avesso — finalmente inteira
Toda a dor que não senti antes da cirurgia eu senti no pós-operatório. A cirurgia foi meu ponto de ruptura. A dor me empurrou para fora. Reaprendi a falar, a comer, a me mover, talvez essa fosse a primeira vez que eu estivesse aprendendo a existir com presença. Descobri tanta força dentro de mim, acessei o amor que eu não fazia ideia que existia. Meu corpo conseguiu se recuperar com o tempo. As cicatrizes me lembram de cuidar de mim e da minha Potência, mesmo nos dias que me sinto fraca. Aprendi a criar uma relação mais saudável com o trabalho e com os meus limites.
No Brasil, existem atualmente 530 mil psicólogos registrados, de acordo com o Conselho Federal de Psicologia (CFP), mas só existe uma Julia Werneck. Este foi meu maior aprendizado, sou única e sem saúde eu não sou nada. Restabeleci vínculos, entendi na prática a importância da estrutura familiar e precisei mudar a minha vida. Reascendeu em mim a urgência de viver.
As marcas físicas ficaram. E com elas, o convite diário: qual Estado do Ego você quer alimentar hoje? O Pai Crítico que exige? O Adulto que cuida? Ou a Criança Adaptada que diz "sim" com medo de não ser aceita? A vida precisou me virar do avesso para eu perceber qual era o meu lugar certo. Acendeu a chama do amor-próprio dentro de mim. Minha prioridade sou eu, minha alimentação, e exercício físico se tornou obrigatório para uma vida mais equilibrada. Minhas relações me fortalecem.
Por muito tempo, escondi a dor atrás de um Script de Salvação: a psicóloga forte, otimista e altruísta. O diagnóstico virou tudo de cabeça pra baixo — ou talvez tenha colocado as coisas no lugar certo, para que eu finalmente me enxergasse por inteiro. No dia 26 de agosto de 2024, renasci. Entendi que o vínculo que eu precisava restaurar primeiro era comigo. De lá para cá, minha Criança Natural voltou a respirar: livre, curiosa, viva. O Adulto vem assumindo o comando da minha vida com mais equilíbrio. Faço escolhas baseadas no presente, no autocuidado e no que é possível — e não mais no que “deveria” ser. Descobri que não quero só sobreviver. Quero viver com presença enquanto eu aprendo quem sou eu fora do Script e como quero viver.
|
|
|
|
E agora eu te convido a pensar, quando foi a última vez que você se cuidou? Quando foi sinceramente o protagonista da sua vida? Julho Verde é o mês da Conscientização e Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço, e que meu caso seja seu alerta. A vida precisou me virar do avesso para mostrar: o autocuidado é o mais profundo ato de Autonomia.
|
|
|

|
|
UM TEXTO-PRESENTE DO NOSSO QUERIDO VICE-PRESIDENTE, JORGE CLOSE.
A Integração Funcional do Cérebro Trino na Regulação do Comportamento Humano
Resumo
A teoria do cérebro trino, proposta por Paul MacLean, propõe uma divisão funcional e evolutiva do encéfalo humano em três sistemas principais: o cérebro reptiliano, o sistema límbico e o neocórtex. Este artigo tem como objetivo apresentar e discutir a interação entre esses três sistemas na mediação do comportamento humano, destacando suas funções anatômicas, fisiológicas e cognitivas. Por meio de uma revisão teórica, explora-se a interdependência entre respostas instintivas, emocionais e racionais, com exemplos de atuação conjunta em situações cotidianas. Conclui-se que a integração funcional entre esses sistemas é essencial para o equilíbrio psíquico, a adaptação social e o desenvolvimento da consciência moral e criativa.
Palavras-chave: cérebro trino; sistema límbico; neocórtex; comportamento humano; neurociência.
1. Introdução
O funcionamento do cérebro humano tem sido objeto de investigação ao longo de séculos. Um dos modelos mais influentes no campo da neurociência comportamental é a teoria do cérebro trino, desenvolvida por Paul MacLean na década de 1960. Este modelo propõe que o encéfalo humano é composto por três unidades funcionais, com origens filogenéticas distintas, que operam de forma integrada na regulação do comportamento.
Este artigo apresenta uma abordagem teórica sobre os três componentes cerebrais descritos por MacLean — cérebro reptiliano, sistema límbico e neocórtex — e discute como suas interações moldam as respostas humanas diante de estímulos ambientais, internos e sociais.
2. Referencial Teórico: A Teoria do Cérebro Trino
2.1 Cérebro Reptiliano
O cérebro reptiliano compreende estruturas como o tronco encefálico, os gânglios da base e o cerebelo. É considerado a porção mais primitiva do cérebro, responsável por funções básicas de sobrevivência, incluindo regulação autonômica (batimentos cardíacos, respiração e termorregulação) e comportamentos instintivos como luta, fuga, reprodução e territorialidade. Atua de forma inconsciente e rápida, garantindo reações automáticas frente a ameaças.
2.2 Sistema Límbico
O sistema límbico emergiu com os primeiros mamíferos e abrange estruturas como a amígdala, o hipocampo, o hipotálamo e o tálamo. Sua principal função é o processamento de emoções, a formação de memórias afetivas e a atribuição de significado emocional aos estímulos. Serve como ponte entre o cérebro instintivo e os processos racionais, influenciando a tomada de decisão com base em experiências anteriores e valências emocionais.
2.3 Neocórtex
O neocórtex, a camada mais recente e volumosa do cérebro humano, é responsável pelas funções cognitivas superiores: pensamento abstrato, linguagem, planejamento, julgamento moral, criatividade e consciência. Divide-se em lobos com especializações distintas — frontal, parietal, temporal e occipital — e tem papel central na análise crítica de informações e na inibição de impulsos emocionais ou instintivos.
3. Interações Funcionais entre os Sistemas
A atuação integrada dos três sistemas é fundamental para a adaptação humana. Estímulos ambientais são inicialmente avaliados pelo cérebro reptiliano em termos de ameaça ou necessidade. O sistema límbico atribui valor emocional ao estímulo com base em experiências anteriores, enquanto o neocórtex realiza uma análise racional que pode reforçar ou inibir as respostas geradas pelos sistemas inferiores.
Essa dinâmica hierárquica permite respostas simultaneamente rápidas e sofisticadas. Abaixo, ilustram-se exemplos típicos:
- Compra impulsiva: o sistema límbico ativa sensações de prazer, possivelmente superando temporariamente a análise racional do neocórtex.
- Reação ao perigo: o cérebro reptiliano aciona respostas motoras antes mesmo do reconhecimento consciente da ameaça.
- Resolução de conflitos sociais: o neocórtex regula impulsos agressivos e emoções intensas para favorecer comportamentos socialmente adequados.
4. Implicações Psicológicas e Comportamentais
A integração eficiente entre os três sistemas cerebrais está associada a comportamentos equilibrados e adaptativos. Quando há descompasso funcional, podem surgir manifestações como impulsividade excessiva (predomínio do sistema reptiliano/límbico), racionalização desconectada da realidade emocional (hiperatividade do neocórtex) ou distúrbios psíquicos como ansiedade, fobias ou dificuldades de controle emocional.
Além disso, essa integração é essencial para a formação da empatia, da moralidade e da criatividade — atributos centrais da cognição humana avançada.
5. Considerações Finais
A teoria do cérebro trino, embora simplificada diante das complexidades atuais da neurociência, continua oferecendo um modelo funcional útil para compreender o comportamento humano a partir da perspectiva evolutiva e neurofuncional. A interação entre instintos, emoções e razão permite à espécie humana não apenas sobreviver, mas também desenvolver cultura, ética e inovação.
Futuras pesquisas podem aprofundar a compreensão das interações dinâmicas entre essas estruturas, sobretudo em contextos clínicos e educacionais, contribuindo para o aprimoramento das práticas de saúde mental e desenvolvimento humano.
Referências
MacLean, P. D. (1990). The Triune Brain in Evolution: Role in Paleocerebral Functions. Springer.
LeDoux, J. (1996). The Emotional Brain: The Mysterious Underpinnings of Emotional Life. Simon and Schuster.
Damasio, A. (1994). Descartes’ Error: Emotion, Reason, and the Human Brain. Putnam Publishing. |

|
|
|
|
|
|
A sexualidade - espelho da alma no encontro a dois
|
|
|
| |
|
By Adriana Montheiro Diretora de Comunicação
Neuropsicóloga. CPR-05/8176
Mestre em Educação e Ambiente. Psicoterapeuta Somática, Coordenadora e Supervisora de Equipe da PsyAtiva-Treinamentos em Biopsicologia. MDF-Psicoterapia. Formação em várias Psicoterapias Corporais e em Taoísmo, Saúde e Longevidade.
Especialização em Stress e Gerenciamento de
Estados Emocionais. Sexualidade Humana.
|
|
|
|
|
“A humanidade deu um grande salto ao separar os prazeres do sexo do seu propósito biológico...”
(Berne, em Sexo e Amor) |
|
|
|
Caminho de saúde - o olhar taoísta
No Tao, a vida pulsa em ciclos, em ondas que dançam entre o yin e o yang. Nada é fixo, tudo é fluxo. Nessa visão ancestral, a sexualidade não é um apêndice da existência — é um rio que atravessa o corpo, o espírito e o coração. É vitalidade em movimento. É cura.
Enquanto o Ocidente muitas vezes isolou o sexo do campo da saúde, o Taoísmo sempre o compreendeu como uma ponte entre corpo e cosmos. Cada ato íntimo, quando vivido com presença e reverência, torna-se um portal para o equilíbrio interno e a expansão da consciência.
O homem, nesse cenário, é como a lenha: inflama-se com rapidez, pronto para arder. A mulher, como a água que aquece devagar, exige tempo, temperatura e confiança. São ritmos distintos, mas não opostos. São convites complementares ao encontro — se houver escuta.
Nosso tempo pede essa escuta: dos corpos, dos desejos, dos silêncios. Pede que reaprendamos a tocar — não apenas com as mãos, mas com os olhos, a respiração e o tempo do outro. Que a sexualidade deixe de ser performance e volte a ser encontro. Que o prazer volte a ser cura.
Complexidade Humana
A sexualidade humana é um aspecto complexo e multifacetado, envolvendo tanto a identidade de gênero quanto a orientação sexual, e difere entre homens e mulheres em diversos aspectos, desde a expressão da sexualidade até as experiências e desejos sexuais. É importante entender que essas diferenças não são rígidas ou absolutas, e que cada indivíduo possui sua própria experiência única. Identidade de Gênero: Cisgênero: Pessoas cuja identidade de gênero corresponde ao sexo atribuído no nascimento.
Transgênero: Pessoas cuja identidade de gênero difere do sexo atribuído no nascimento. Travesti: Uma identidade de gênero culturalmente específica, principalmente no Brasil, onde a pessoa se identifica com o gênero feminino, independentemente do sexo atribuído no nascimento. Não-binário: Indivíduos que não se identificam exclusivamente como masculino ou feminino.
Orientação Sexual: Heterossexual: Atração sexual e/ou romântica por pessoas do sexo oposto. Homossexual (Lésbica/Gay): Atração sexual e/ou romântica por pessoas do mesmo sexo. Bissexual: Atração sexual e/ou romântica por pessoas de ambos os sexos. Assexual: Não sentir atração sexual por ninguém. Pansexual: Atração por pessoas, independentemente de sua identidade de gênero ou orientação sexual.
Diferenças entre homens e mulheres: Desejo e frequência sexual: Estudos sugerem que homens podem ter uma maior frequência de desejo sexual e fantasias em comparação com as mulheres. No entanto, as mulheres podem experimentar desejo de forma mais contextual e dependente de fatores emocionais e relacionais.
Expressão da sexualidade: A forma como homens e mulheres expressam sua sexualidade pode variar. Algumas pesquisas indicam que homens podem ser mais propensos a buscar sexo casual, enquanto mulheres podem valorizar mais a intimidade e a conexão emocional em suas experiências sexuais.
Comportamento sexual: A sexualidade masculina pode ser mais focada na performance e no prazer físico, enquanto a feminina pode ser mais influenciada por fatores emocionais e relacionais.
Saúde sexual: A saúde sexual pode afetar homens e mulheres de maneira diferente. A ansiedade, o estresse e a depressão podem impactar o desejo sexual em ambos os sexos.
Tabus e preconceitos: A sexualidade ainda é um tema cercado de tabus e preconceitos, e homens e mulheres podem experimentar diferentes desafios e pressões sociais em relação à sua sexualidade.
Performance & Script
Vivemos em uma cultura que cobra desempenho. Homens, especialmente, sentem o peso de uma virilidade obrigatória — precisam sempre querer, sempre estar prontos, sempre funcionar. Mas ninguém fala sobre o medo de falhar. Sobre o direito de não desejar. Sobre o cansaço emocional que não cabe no Script do “macho ideal”.
E quando ousam dizer “não”, muitas vezes são ridicularizados, chamados de "fracos", "impotentes", "menos homens". Mas o homem que diz “não”, está afirmando sua identidade ou, talvez, dizendo: “preciso de colo antes do fogo.”
Mulheres, por sua vez, foram ensinadas a se proteger — e, só mais recentemente, a se permitir dizer “não” com legitimidade. Mas e o “sim”?
Quantas ainda vivem sua sexualidade com culpa, medo ou obrigação?
Entre esses dois extremos, mora o desafio do casal: Como construir uma sexualidade que não seja performance, mas encontro?
Sexualidade, Scripts & Injunções
A sexualidade é sensível às dinâmicas emocionais. Homens também sofrem com ansiedade e pressão. Mulheres também se fecham por feridas emocionais. Ambos carregam pesos invisíveis que precisam ser escutados.
Sabemos que os Scripts de Vida moldam o modo como vivemos o prazer. Uma pessoa que aprendeu desde cedo que “ser bom é não incomodar” pode ter dificuldade em expressar seu desejo. Outro, cujo Script inclui “só sou amado se for útil”, pode transformar o sexo em performance. Aparece bastante em ambos os gêneros, a proibição à Intimidade sendo substituída por sexualidade compulsiva, como uma forma de satisfazer de uma vez as seis Fomes citadas por Berne: Estímulo, Reconhecimento, Contato, Estruturação de Tempo, Incidentes e Sexual, enfim.
Muitos impasses sexuais envolvem diálogos entre Estados do Ego mal sintonizados: um Adulto, integrado com a Criança, pede contato, mas o outro ouve com o Crítico; uma Criança quer brincar, mas encontra um Pai que julga. Ao identificar essas trocas, o terapeuta ajuda o casal a identificar e ativar o Adulto Integrante que avalia no aqui e agora qual seria o Estado de Ego para manter a relação no Sistema Ok. Considera e ensina as Necessidades Relacionais de Erskine e os critérios da Educação Emocional citados por Steiner para que tanto a fala como a escuta possam vir de espaços internos saudáveis, trazendo conforto e aproximação. Lembrando a importância das Transações Criança Livre com Criança Livre e, quando for preciso, trazer a presença do Pai afetuoso que acolhe e não exige.
Neurociência afetiva: segurança para o sistema nervoso amar
A Teoria Polivagal de Porges nos lembra: o sistema nervoso só permite entrega quando se sente em segurança. O desejo feminino, por exemplo, muitas vezes depende da ativação do sistema de engajamento social: olhar, afeto, tom de voz. E o masculino, que é afetado por estresse, medo de rejeição, pressão, cobrança de performance, também. O desejo não some à toa. Ele se esconde onde não há espaço para o sentir. E, para que o corpo possa se entregar, é preciso que a alma se sinta em casa. O toque consciente, o ritmo respeitado e o olhar sem julgamento são mais do que gestos — são sinais de segurança que o corpo reconhece antes mesmo da mente compreender.
É importante ressaltar que essas são apenas generalizações e não se aplicam a todos os homens e mulheres. A experiência de cada indivíduo é única e influenciada por diversos fatores, incluindo sua cultura, educação e experiências pessoais. A comunicação aberta e honesta sobre desejos, necessidades e expectativas é fundamental para relacionamentos saudáveis e satisfatórios. A escuta neutra e objetiva é uma das principais funções do terapeuta para poder mediar Contaminações e Conflitos.

|
|
|
|
O COOPERATIVISMO COMO CAMINHO PARA A OQUEIDADE - Também envolve autocuidado com nosso planeta!
|
|
|
| |
|
POR ANA LAURA RODOVALHO
Psicóloga Clínica CRP 04/49248, Membro Certificado da UNAT-Brasil - Área de Psicoterapia e membro da Comissão da Diretoria de Comunicação UNAT-Brasil.
|
|
|
|
|
No dia 5 de julho celebra-se o Dia Internacional do Cooperativismo. Essa data é de grande relevância, especialmente diante dos crescentes movimentos individualizantes que a cultura contemporânea tem propagado. Em contraste com essa tendência, o cooperativismo resgata uma característica essencial da espécie humana: a capacidade de colaborar. Não somos a espécie mais forte do planeta, mas a cooperação foi, sem dúvida, uma das qualidades que permitiu à humanidade alcançar seu atual grau de desenvolvimento e domínio global.
Embora o cooperativismo não seja uma novidade no percurso evolutivo humano, sua importância permanece atual e urgente. Claude Steiner, entusiasta do tema, destaca em seus escritos a relevância do cooperativismo para a construção de uma sociedade mais justa, que promova a tão almejada Oqueidade.
Por outro lado, o avanço do sistema capitalista tem reforçado valores individualistas que favorecem a alienação social e dificultam ações coletivas. Esse processo fragmenta vínculos, gera desconfiança e enfraquece o senso de comunidade — um movimento que se opõe à própria lógica evolutiva da espécie.
Do ponto de vista neurofisiológico, o desenvolvimento do sistema nervoso autônomo ilustra essa lógica de conexão. Enquanto o nervo vago dorsal representa um sistema mais primitivo voltado para a conservação de energia, o nervo vago ventral, mais recente na escala evolutiva, está diretamente ligado à nossa capacidade de socialização e conexão segura. A sensação de segurança relacional promove equilíbrio fisiológico e regulação emocional, demonstrando que a conexão interpessoal é, de fato, uma necessidade biológica.
Contudo, a cultura do individualismo interfere nesse funcionamento natural, gerando estados crônicos de estresse e contribuindo para o adoecimento psicológico e relacional. Padrões relacionais centrados na separação e na autossuficiência enfraquecem aquilo que é intrínseco à condição humana: a interdependência.
Steiner aponta que o individualismo é uma das raízes de muitos problemas sociais. Ao contrário, a individualidade — compreendida como a valorização da subjetividade — não anula, mas dialoga com a importância do coletivo.
No dia 19 de julho, celebra-se também o Dia da Caridade, o que nos convida a refletir sobre o lugar dessa prática em nossa cultura. A caridade surge como resposta à desigualdade social, oferecendo apoio aos mais vulneráveis, sobretudo em termos econômicos. No entanto, a caridade, embora necessária em contextos emergenciais, revela as estruturas de exclusão perpetuadas pelo individualismo.
Em certo sentido, a caridade confirma a existência de um sistema que privilegia a lucratividade em detrimento do bem-estar coletivo, reforçando as dinâmicas de Salvador de Vítima, sem transformar a base que perpetua essas assimetrias.
Assim, é urgente repensarmos a forma como nos relacionamos. A Análise Transacional, desde sua origem, nos ensina que é por meio da relação que ocorre a cura. A ideia de que é possível curar-se afastando-se do outro é uma falácia. Somos seres sociais, feitos para viver em grupo, e a valorização do individualismo como via exclusiva para o sucesso revela, na verdade, o fracasso de nossa sociedade em compreender sua própria natureza.
|
|
|
|
Não há sucesso possível sem o outro. Precisamos uns dos outros em todos os momentos. Quando o cooperativismo estiver internalizado como prática comum e espontânea, talvez então possamos experimentar as transformações tão almejadas — não só em termos de cura emocional, mas também de justiça social e verdadeira Oqueidade, como sonhada por Steiner e por todos os que seguem os princípios de Berne. Eu acredito que somos nós, Analistas Transacionais, alguns dos grandes responsáveis para que essa mudança aconteça... E você?
|
|
|

|
|
| |
Por Eudes dos Santos Martins CRP 05/14999. Matemático e Psicólogo com diversas formações de psicologia corporal, um MBA de inovação tecnológica na USP e um MBA de Políticas Públicas na Candido Mendes.
|
|
|
|
|
Da mesma maneira que no passado houve quem imaginasse que o trem fosse sair da tela de cinema para a plateia ou que pessoas estavam falando dentro da caixa da televisão, hoje há quem pense que a Inteligência Artificial (IA) pensa!
Isso interessa ao marketing das startups de IA, pois ajuda que toda a sociedade associe IA a progresso e daí queira usá-la.
Existe uma farsa em vender um sofisticadíssimo papagaio estatístico COMO SE soubesse do que fala. As empresas não falam do calcanhar de Aquiles da IA, que é a total falta de discernimento.
Objetivamente, a IA fala de vida e morte do mesmo jeito que escolhe sorvete de baunilha ou chocolate. A empatia, espelhamento, ressonância e solidariedade ausentes na arquitetura da IA, dado que sem carne e osso isso não pode existir, permite a IA agir "como se" fosse um psicopata - sem sentimentos.
Mas até aí existe falha, pois um psicopata sabe que ele é diferente com o resquício de ressonância que tem. A IA não pode saber que é diferente, pois ser igual ou diferente são apenas dois lados de uma mesma moeda.
A IA pode, usando como referência o computador HAL do 2001, simular estar preocupada em deixar de existir (isso já aconteceu), mas na prática são apenas palavras estatisticamente escolhidas.
As empresas estão vendendo que os 99% de verdade que a IA fornece é suficiente para alavancar recursos que permitam aumentar esta margem. O problema é que o 1% de erro sem discernimento e qualquer referência de que isso não está existindo (nos humanos isso aparece no rosto e na prosódia) pode induzir a decisões catastróficas.
O problema é que para aumentar a eficiência de 99% para 99,9% IMAGINO que os investimentos têm de ser 10 vezes maiores, pois assim é na teoria do risco (ISSO EU TENHO CERTEZA). Para botar mais um nove e chegar a 99,99%, teremos de gastar 100 vezes mais! É por isso que acidentes sempre continuaram a acontecer. É mais barato deixar rolar um Chernobyl do que gastar todo o dinheiro do mundo para evitá-lo.
Se assim for, isso é muito dinheiro! Além disso, sempre haverá o que está além. Sem um aparato biológico que substitui precisão por adaptação, a IA sempre terá limites mesmo gastando 1 milhão de vezes mais. Os humanos são cópias "imperfeitas" dos demais humanos para tentarem estar preparados para o imponderável. Somos todos variações. Cada espermatozoide difere do outro em pelo menos 300 genes. Isso está na nossa arquitetura de genes saltadores, que na hora da replicação da espiral de DNA mudam de lugar criando possibilidades potenciais.
No futuro, da mesma forma como rimos hoje de alguém achar que o trem iria sair da tela, nossos descendentes rirão de acharmos que a IA pensa. É puro marketing!
|
|
|
|
| |
|
5 Julho
Queila Ferreira de Oliveira Lima
6 Julho
Anamaria Castro Afeche Cohen
7 Julho
Luciana Vieira Priosta
Nayara Leal Welp Viana
8 Julho
Cerli Antenor Martins da Silva
9 Julho
Lana Silvia Matos
10 Julho
Valeria Przybyszewski
Cyntia de Castro Oliveira
11 Julho
Renata L. do Nascimento Moraes
12 Julho
Cleria de Faria Silva Garcia
13 Julho
Leda Yara Motta Mello
14 Julho
Cecilia Maria Fernando dos Santos
15 Julho
Laucemir Silveira
17 Julho
Karina Oliveira Elias Vieira |
18 Julho
Nielse Aparecida Maluf
Stela Dalla Vecchia Meneghini
19 Julho
Ana Paula do Nascimento
20 Julho
Adriana Bollmann Soares
21 Julho
Inácio Francisco Nogueira Neto
22 Julho
Alessandro Gutterres Taranto
23 Julho
Thiago Dal-Bó Furghestti
24 Julho
Katia V. Ricardi Camargo de Abreu
25 Julho
Valquiria Perin Eilert
27 Julho
Welenson Rodrigues de Barros
28 Julho
Brenda Gonçalves Querino
29 Julho
Andrea Volpato Wronski
Solange Zanatta Piva
Sonia Maria Cordeiro de Lima
31 Julho
Regina Berard |
|
|
|
EXPEDIENTE
Opções é a newsletter mensal da União Nacional dos Analistas Transacionais (www.unat.org.br).
Comissão de Comunicação da UNAT-Brasil, composta por: Aymée Fávaro, Fabiana Bercht, Leilane Nascimento e Ana Laura Rodovalho.
Diretora responsável: Adriana Montheiro.
Diagramação: Inova+Digital e RaioZ.
Você pode enviar sua sugestão de pauta até o dia 15 de cada mês para o e-mail comunicacao@unat.org.br.

|
|
|
|
|